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Preto no Branco 28/02

Por Portal Agora
Preto no Branco 28/02

Novo ano, nova fase

O ano começa com o cenário da covid-19 estabilizado, mas marca o início de um novo ciclo de combate à doença. Divinópolis iniciou ontem a imunização com as vacinas bivalentes. Conforme destaca o governo federal, “a vacina melhora a imunidade contra o vírus da cepa original e também contra a variante Ômicron e tem perfil de segurança e eficácia semelhante ao das vacinas monovalentes”. O objetivo é reforçar a imunidade dos cidadãos, especialmente dos grupos de risco, mais vulneráveis aos sintomas graves da doença. Por isso, na primeira fase, o foco são pessoas com mais de 70 anos, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas. As próximas etapas têm como público-alvo: pessoas com idade entre 60 e 69 anos; gestantes e puérperas; e profissionais de saúde. Os imunizantes são produzidos pelo laboratório Pfizer e receberam autorização para uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aplicação será em dose única, a partir de quatro meses após a última dose de reforço. 

A mesma história

O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (PSC), voltou a usar suas redes sociais neste fim de semana para compartilhar relatos de moradores sem água. Em um dos vídeos, ele volta a reafirmar que a saída da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) da cidade é “questão de tempo”. A sequência de publicações apenas expõe o já desgastado relacionamento entre o Executivo e a estatal, dada a insatisfação com o serviço prestado. Desde o ano passado, a Prefeitura fala em tentar romper a relação para abrir um novo processo licitatório, mas a situação ainda depende do trâmite judicial. Assim como outros serviços públicos, são frequentes as reclamações dos usuários, bem como a necessidade de melhorias. O melhor caminho para resolver a solução é incerto: mais recursos? Diálogo? Justiça? A saída da Copasa, caso realmente aconteça - como expressa o prefeito -, não será do dia para a noite, mas com um lento processo de escolha de uma nova empresa, além do tempo necessário para transição. Até lá, o que será feito? Não dá para apenas confiar em um resultado favorável na Justiça. Outro ponto é que nada garante que uma futura nova prestadora será melhor. Por isso, a importância da administração municipal garantir mecanismos mais rígidos de fiscalização e sanção, quando necessário. O que não dá é continuar revivendo as mesmas manchetes, como famílias ficando dias sem água. 

E a UPA?

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é alvo constante de visitas de vereadores, incluindo da Comissão de Saúde da Câmara. O cenário, ao que indicam as informações, é mais organizado quando se compara com a gestão anterior. A questão em discussão, levantada durante várias reuniões do Legislativo, é sobre o alto número de atendimentos, especialmente de casos menos graves, que poderiam ser solucionados nos postos de saúde. Essa é outra situação que também não será resolvida do dia para a noite. E, devido ao tema, são vários os fatores, justamente pelo sistema funcionar em rede. Postos de saúde precisam de melhorias, que a Prefeitura vem tentando solucionar com as já anunciadas mudanças e manutenção. É esperado também um alívio da demanda com a conclusão do hospital regional. E, claro, é preciso mudar o hábito criado de procurar a UPA para todos os casos, em busca de um atendimento mais resolutivo.

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