Professores deflagram greve em apoio a estudantes na UFSJ

Rafael Camargos
Em apoio aos estudantes da Universidade Federal de São João del-Rey (UFSJ), campus Dona Lindu, em Divinópolis, os professores entraram em greve nesta quarta-feira, 16. Os docentes também desaprovam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que visa um teto de gastos para a classe nos próximos 20 anos. Por isso, tanto os profissionais quanto os alunos estão com as atividades paralisadas.
Por telefone, a assessoria de comunicação da UFSJ, disse à reportagem que a unidade apoia qualquer tipo de movimento dos alunos e professores.
— A greve foi deflagrada e ainda não há nenhuma mudança prevista — informou a assessoria.
A assessoria ainda orientou a nossa reportagem a falar com os professores à frente do movimento para obter mais informações. Os mesmos responderam que, o comando de greve, composto de docentes dos quatro cursos do CCO UFSJ informa que a única pauta da greve é a PEC 55. Na cidade, as manifestações começaram no dia 24 de outubro, desde então, escolas estaduais e universidades se manifestaram nas ruas. Atualmente, somente a UFSJ se encontra ocupada.
Votações
A decisão dos professores foi tomada em assembleia realizada na última quarta-feira, 9. Ao todo, 368 profissionais votaram. Em Divinópolis, foram 28 votos a favor da paralisação e 22 contra. Em São João del Rey, foram 249 votos a 79. Dez profissionais deixaram de votar.
Posicionamento
O comando de mobilização dos docentes da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), aprovado pela assembleia dos sindicalizados da Seção Sindical dos Docentes (ADUFSJ), vem tornar público o apoio ao movimento dos alunos da UFSJ em prol da educação pública, gratuita e de qualidade.
A decisão de ocupação da reitoria foi deliberada em assembleia dos estudantes da sede em repúdio aos cortes e perdas de investimentos em políticas públicas caso seja aprovada, no Congresso Nacional, a proposta do Projeto de Emenda Constitucional (PEC 241/2016, hoje PEC 55/2016).
Entendemos que a Constituição Federal do Brasil de 1988, resguarda os direitos fundamentais como saúde e educação, portanto a proposta da PEC é um grande retrocesso e irresponsabilidade desse governo uma vez que engessará a administração da coisa pública nos próximos cinco governos, já que congela por 20 anos o orçamento da União com reajustes tão somente dados pela inflação. Isso aprofundará o sucateamento da educação que já é um grande problema não só pelas suas demandas, mas, sobretudo, pela sua qualidade. Além disso, comprometerão direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora.
Desta forma, apoiamos e nos associamos aos estudantes, bem como repudiamos qualquer proposta de reforma que não seja discutido com a sociedade civil organizada.
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