Qualquer semelhança...

Um parecer da Corregedoria da Câmara Municipal de Belo Horizonte considera incorreta a postura da vereadora Bella Gonçalves (Psol) com o também vereador Jair di Gregório (PP) na discussão do projeto Escola Sem Partido no último dia 2. Após ter a palavra cortada, Bella, contrária à proposta, foi à mesa da Presidência tirar satisfações com Jair, defensor da medida e primeiro vice-presidente da Casa. A parlamentar dirigiu palavras nada remendáveis a uma parlamentar, com o rosto próximo ao do vereador. Mera coincidência? Não. Que nem que nem as situações vexatórias ocorridas nas reuniões da nossa Câmara. A diferença são as providências.
Contradiz com anseio
O corregedor, Bim da Ambulância (PSDB), criticou a postura da vereadora. Disse que o nível que estão sendo tratados os temas e as discussões no Plenário não está condizendo com a expectativa do povo que os elegeu. Mas não está mesmo, nem lá nem cá. O problema é que a proibição dos berros, da troca de gentilezas e até agressões não trava os mais exaltados. Não há outro caminho que não seja a punição. Os donos da verdade sapateiam e ainda dizem que a culpa é do outro. Mas, para os que se acham nas alturas e inatingíveis, cuidado! A queda costuma ser bem maior e dolorida.
Sem fala e suspensa
A vereadora em questão pode ser punida com censura (perda do direito de usar o microfone no Plenário), suspensão (ficaria dois meses fora da Câmara e sem salário) ou cassação. Nos bastidores, a informação é de que a suspensão é mais provável. Por aqui, ainda não houve decisão semelhante, não por falta de motivos e por enquanto. Que sirva de exemplo.
Agora vai?
Enquanto por aqui, a criação da Corregedoria que institui o Código de Ética e Decoro Parlamentar na Câmara foi aprovado na semana passada. Já em vigor, Dr. Delano (MDB) entrou ontem com nova denúncia contra Edsom Sousa, do mesmo partido, por quebra de decoro parlamentar. Ele já havia o feito, mas, por um possível erro de comunicação entre os integrantes da Comissão de Ética, não teve prosseguimento. E agora, haverá outro impedimento? Aguardemos.
Que medo!
Divinópolis registra cada situação que, como diria os mais antigos: “seu eu contar, ninguém acredita”. O professor, filósofo e pastor na Primeira Igreja Batista Gilson da Silva passou por uma situação surreal no fim da tarde desta segunda-feira, 14. Ele recebeu uma ligação de um advogado que se identificava como um demônio que havia possuído o corpo do advogado, esse que o ligou. A princípio, pensou tratar-se de um trote, uma brincadeira de mau gosto, porém, o profissional passou a perguntar se o pastor estava de brincadeira com ele e também que o esperava em seu escritório para ver se ele o enfrentaria com a legião de demônios que estava lá com ele. Como se não bastasse, o advogado passou a mandar mensagens com palavras de baixo calão, chamando o pastor ao seu encontro e perguntando se ele tinha medo dele, que ele o aguardava em seu escritório. O pastor ficou sem reação, mas não parou.
Religiões falharam
Na continuidade, o advogado dizia que as religiões haviam falhado com sua família e que naquele dia veria se o pastor era forte o suficiente para enfrentá-lo. Sentindo-se ameaçado, o pastor comunicou o fato às autoridades competentes e ao presidente da 48ª Subseção da OAB/MG, Manoel Brandão, que se prontificou a providenciar ajuda profissional para o advogado, embora não estivesse relacionado ao exercício da profissão, pois não se trata de relação cliente/advogado. O pastor foi parar na delegacia para registrar ocorrência e o advogado amanheceu no outro dia como se nada tivesse acontecido. Tem base?
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
