Quase 10% das mortes por afogamento neste ano em Minas foram de crianças

Da Redação
Minas Gerais já registrou somente neste ano 41 mortes por afogamento, até o dia 10 de fevereiro. Deste número, quase 10% foram de crianças de até 11 anos de idade. Das vítimas, 38 são homens. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, aqui na região Centro-Oeste, foram três mortes, sendo uma em Nova Serrana, uma em Formiga e outra em Conceição do Pará. Dessas, duas foram de crianças.
Mortes
Um jovem de 19 anos desapareceu no último domingo, 9, no Rio Pará, na região conhecida como Pontal Camping, em Conceição do Pará. Conforme informações do Corpo de Bombeiros, militares de Nova Serrana foram enviados ao local. Segundo informações de populares, o rapaz teria entrado no rio e não mais avistado. A vítima foi encontrada somente na quarta-feira, 12.
Já em Nova Serrana, um bebê de 11 meses morreu depois de se afogar em uma banheira, no dia 3 deste mês. A tragédia aconteceu na comunidade de Água Espraiada, na zona rural. O pai da criança foi preso em flagrante por abandono de incapaz.
Em Formiga, um menino de quatro anos morreu após se afogar em uma lagoa no Country Clube, durante um passeio com a mãe e uma amiga dela, no dia 25 de janeiro. Os bombeiros informaram que o menino estava inconsciente quando foi socorrido pela equipe na margem da lagoa. Ele já havia sido retirado da água por terceiros.
Toral em 2024
328 pessoas morreram no ano passado por afogamento no Estado, sendo 92% do sexo masculino. Das cidades atendidas pelo Corpo de Bombeiros foram: duas mortes em Divinópolis; uma em Formiga; uma em Oliveira; três em Pará de Minas; uma em Itaúna; e oito em Bom Despacho.
Números
Segundo os militares, houve um crescimento de quase 36% no número de fatalidades por afogamentos em Minas, se comparado janeiro de 2024 e 2025. Até o meio de janeiro, foi identificado que o aumento estava relacionado ao período chuvoso, com pessoas morrendo ao enfrentar as águas.
Outro fator, conforme a corporação, são as altas temperaturas, que incentivam a procura de locais para lazer aquático, o que ocorre com mais frequência nas cidades do interior, onde a população costuma buscar sítios, lagos e cachoeiras para o lazer.
Crianças
As crianças representam 9,7% das mortes em 2025. Segundo os bombeiros, o principal erro, especialmente em relação ao público infantil, é a falta de supervisão. Crianças não têm a mesma percepção de risco que um adulto.
Cuidados e recomendações
O Corpo de Bombeiros reforça cuidados importantes para a prevenção de afogamentos e outros acidentes que possam acontecer na água.
- Em rios e cachoeiras, evite mergulhar em locais desconhecidos, tenha cuidado com pedras escorregadias e correntezas fortes, entre na água com cautela e conheça as saídas seguras, além de observar mudanças repentinas no nível da água.
- Evite áreas desconhecidas ou sinalizadas como perigosas, sempre respeitando as orientações dos bombeiros e guarda-vidas. Não nade sob efeito de álcool ou substâncias que afetem seus reflexos e esteja atento às condições do tempo e da correnteza.
- Em lagos e represas, use colete salva-vidas ao navegar ou praticar esportes aquáticos, evite nadar sozinho e longe das margens, fique atento a embarcações e motos aquáticas e não tente atravessar lagos sem preparo adequado.
- Já em piscinas, sempre supervisione crianças e pessoas com dificuldades motoras, evite correr nas bordas para não escorregar, utilize dispositivos de segurança como cercas e capas protetoras e ensine crianças a nadar, respeitando as regras do local. Prefira locais com salva-vidas.
Emergência
Em caso de afogamento, basta acionar o Corpo de Bombeiros imediatamente pelo telefone 193 e não tentar resgatar uma vítima sem o treinamento adequado. Ainda a recomendação é oferecer flutuadores ou objetos que possam ajudar a vítima a boiar.
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