Quiproquó

É bem assim que se encontra a comissão processante formada na Câmara para avaliar possíveis crimes cometidos pelo prefeito Galileu Machado (MDB). Primeiro o questionamento foi sobre o sorteio. Esclarecido, ok! Depois, a escolha do presidente e do relator. O membro não concordou, questionou e as explicações continuam. Agora, um dos integrantes foi denunciado por nepotismo cruzado. E agora, qual será a próxima confusão? De repente, a última reunião antes do recesso, hoje, apresente algo novo.
Recomeçar?
Se for analisar juridicamente, então está tudo em desacordo com o que rege a lei. Se o presidente é líder do prefeito, o relator é da situação e é acusado de ter a mulher em cargo nomeado na Prefeitura, o membro já declarou seu voto, o que também não é legal, antes da análise da ação, diante desta situação, o que fazer? Escolher novos membros? Lembrando que o processo já está em andamento e tem prazo para conclusão. Serem substituídos pelos suplentes? Qual caminho seguir?
Mesma coisa
Na hipótese de se trocar os membros, resolveria? Não. Isso porque na Câmara os vereadores são situação ou oposição. Se bem que tem uns dois em cima do muro. Se fosse ao contrário, e o presidente e o relator da comissão fossem oposição ferrenha ao prefeito, não haveria diferença no procedimento dos seus membros. Então se um favorável não pode analisar e julgar, o contrário também não. Se será um processo isento e transparente como prometem ambos os lados (e é o que se espera), está tudo atrapalhado. Ou errado é quem analisa a forma correta?
‘Não é férias’
Continuando absolutamente tudo como está, a comissão terá que trabalhar duramente durante o recesso para encerrar as apurações dentro do prazo. Até porque no recesso (que é confundido com férias) só não há reuniões ordinárias, o vereador trabalha normalmente. Pode-se convocar reuniões extraordinárias, ocorrer reuniões internas e outras demandas do mandato. Isso porque as merecidas férias de todo trabalhador é uma vez no ano. Como vereador trabalha para o povo, o procedimento adotado é o mesmo. Assim, provavelmente os integrantes da comissão devem seguir atuando na ação.
Denuncismo
Definitivamente, esta legislatura na Câmara ficará marcada pela quantidade de denúncias apresentadas na Casa e direcionadas ao Ministério Público (MP). Uns aos outros, à Prefeitura, imprensa, pessoas comuns, empresas públicas e privadas, enfim, são tantas que fica impossível nomeá-las. Mas, o prefeito, os colegas e o IPTU bateram o recorde. Se, principalmente, os políticos no meio de tudo isso chegarem ao fim dos seus mandatos, sem dúvida, haverá muita história para contar e o balanço não será nada positivo.
Tour longe
Tanto se crítica a ausência do governador Romeu Zema (Novo) em Divinópolis, porém, ninguém nunca revelou se houve convites oficiais ou mesmo informais. No último fim de semana, ele fez um tour por algumas regiões de Minas, por exemplo, mas bem longe daqui. Na sexta-feira, ele entregou em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, 267 títulos de regularização fundiária. Tudo bem que a ação é do governo, mas outra pessoa poderia representá-lo. No mesmo dia, esteve em Montes Claros, já na região Norte, onde participou da abertura da 45ª Expomontes, principal feira agropecuária daquela região, que tem expectativa de gerar R$ 350 milhões em negócios e receber 400 mil pessoas. Nada mal para um chefe de Estado.
Saúde
Antes, porém, ele visitou hospitais, incluindo a Associação Presente, a Santa Casa de Misericórdia (maior unidade de saúde da cidade) e o Hospital Universitário Clemente de Faria. Em reunião com lideranças da região, Zema ouviu as demandas, principalmente nesta área tão abandonada pelo poder público, como está o Hospital Público Regional em Divinópolis. Então, quem vai convidá-lo a visitar o elefante branco que fica no bairro Chanadour?
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