Rede estadual de ensino paralisa atividades e luta por mais valorização

Da Redação
Representantes da rede estadual de ensino de Minas Gerais se reúnem em Belo Horizonte, na terça-feira, 25, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para a Assembleia Geral de aprovação da pauta da Campanha Salarial 2025. O encontro marca um momento decisivo para a categoria, que busca reajustes salariais justos e melhores condições de trabalho.
Para fortalecer a mobilização, as escolas estaduais estarão em greve no dia do evento. A paralisação tem como objetivo pressionar o governo estadual a atender as principais reivindicações dos trabalhadores da educação.
Piso salarial e valorização profissional
Entre as principais demandas da categoria, estão o pagamento integral do piso salarial, melhores condições de trabalho e a valorização dos profissionais da educação.
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), os educadores do estado têm enfrentado um grave achatamento salarial. Em 2024, a defasagem chegou a R$ 2.092,95, valor correspondente à diferença entre o Piso Salarial Nacional e os vencimentos praticados pelo governo mineiro.
Desde 2019, o Piso Salarial Nacional teve um crescimento acumulado de R$ 2.310,03, representando um reajuste de 90,32%. No entanto, o aumento concedido pelo governo de Minas Gerais no mesmo período foi de apenas 39,96%, o que equivale a R$ 792,28.
Um levantamento realizado pelo Sind-UTE/MG mostra que, desde o primeiro ano do atual governo, a política de pagamento proporcional do Piso tem impactado negativamente o poder aquisitivo e a qualidade de vida dos trabalhadores da educação, comprometendo sua dignidade e estabilidade financeira.
Divinópolis
Na noite de ontem, 20, coordenadores do Sind-UTE/MG da subsede de Divinópolis realizaram uma plenária para discutir as pautas da paralisação e os temas que serão levados à Assembleia Geral.
Durante todo o mês, a diretoria do sindicato visitou as 30 escolas estaduais, reforçando a importância da mobilização e convocando a comunidade escolar a aderir à greve. Além disso, a entidade tem chamado a população a se fazer presente na ALMG no dia 25, demonstrando apoio à causa dos educadores.
Plenárias Regionais
Com o objetivo de ampliar o debate e construir a Pauta de Reivindicações da Campanha Salarial 2025, plenárias regionais foram realizadas em diversas partes do estado entre os dias 17 e 20 de fevereiro.
No dia 17, as reuniões foram na Zona da Mata, Norte e Vale do Jequitinhonha; os encontros em Belo Horizonte, Triângulo, Noroeste e Alto Paranaíba aconteceram no dia 18; na quarta-feira, 19, abrangeu o Vale do Aço, Vale do Rio Doce e Vale do Mucuri; e por último, as plenárias de ontem foram na região Sul, Centro-Oeste, Calcária e Grande BH.
Municipalização e privatização do Ensino
Outra pauta central da mobilização é a luta contra a municipalização das escolas estaduais. Para Maria Catarina Labore, representante da diretoria do Sind-UTE da subsede de Divinópolis, essa medida pode trazer prejuízos significativos para os municípios.
— Municipalizar as escolas só vai trazer prejuízo para as cidades. Precisamos ser contrários a essa proposta e lutar por mais investimentos na rede estadual de ensino, além da valorização dos profissionais — afirmou.
Os educadores destacam que a municipalização pode comprometer a qualidade do ensino, sobrecarregar as prefeituras e precarizar ainda mais as condições de trabalho dos profissionais da educação.
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