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Repasses chegam, mas não são suficientes para pagar servidores

Por Portal Agora
Repasses chegam, mas não são suficientes para pagar servidores

Maria Tereza Oliveira

Mais uma parcela do salário foi depositada hoje para os servidores municipais, e, ontem a Prefeitura divulgou, no Diário Oficial dos Municípios Mineiros, que recebeu, entre os dias 5 e 10 de dezembro, a quantia R$ 8.763.774,16 em repasses estaduais e federais. Dentre os recursos, foram encaminhados o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Proteção Social Básica, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Embora os repasses do Governo Zema (Novo) estejam em dia desde fevereiro, o Estado deve ao Município um total de R$ 120 milhões. O calote fez seu estrago e o resultado é que, desde o mês passado, parte do funcionalismo público tem recebido o salário escalonado.

Parcela

Mais R$ 1 mil será depositado hoje na conta dos servidores, através da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), que disponibilizou R$ 1,7 milhão para quitar a segunda parcela do vencimento mensal dos funcionários.

No 5º dia útil, apenas os servidores com salários de até R$ 2 mil tiveram o vencimento quitado em sua totalidade. Com o depósito de hoje, conforme informou a Prefeitura, 77% do funcionalismo público terão a remuneração paga.

Para quitar o restante, serão necessários mais R$ 2,5 milhões. Nos próximos dias, a Semfaz disse que anunciará nova parcela.

13º não é mencionado

Além do salário, o funcionalismo público municipal deve ter o 13º atrasado. De acordo com a Prefeitura, não há previsão para que o benefício seja pago, pois a prioridade seria os vencimentos quitados.

No ano passado os servidores passaram por cenário parecido. Em fevereiro deste ano, o 13º referente a 2018 ainda não havia sido pago.

Salvação escapando

Quando foi cogitado o parcelamento dos salários, ainda em outubro, a Prefeitura responsabilizou – além dos motivos já citados – a falta de atualização da Planta de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) como um dos motivos para o quadro atual. O imposto é a maior receita do Município e, conforme informou, a cada ano que a planta não é revista, Divinópolis tem prejuízo de R$ 30 milhões. Atualmente, o Executivo arrecada cerca de R$ 28 milhões por ano de IPTU.

A Prefeitura enviou para a Câmara, em outubro do ano passado, o Projeto de Lei Ordinária do Executivo Municipal (Plem) 81/2018. A proposta chegou a entrar em discussão, mas foi pedido sobrestamento de 45 dias.

O projeto encara entraves para ser apreciado novamente e as perspectivas para voltar ao Plenário ainda neste ano são cada vez menores. Um dos atrasos para a votação está relacionado ao desfecho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do IPTU. A comissão investiga os 26.200 imóveis que pagam valor abaixo da Cota Básica.

A CPI do IPTU é composta por Renato Ferreira (PSDB) na presidência, César Tarzan (PP) como relator, Eduardo Print Jr (SD) nas relações públicas, além de Edsom Sousa (MDB) e Marcos Vinícius (Pros) como membros.

A votação do relatório já foi adiada por cinco vezes. No entanto, ao Agora, Renato garantiu que o documento será votado na próxima quinta-feira, 19.

Porém, a data pode ser tarde demais para a votação da Planta de Valores, pois, com o recesso parlamentar cada vez mais próximo e a após tantos adiamentos, dificilmente ela será apreciada ainda neste ano. Com a atualização, o valor chegaria a mais de R$ 62 milhões. Porém, para garantir o aumento da receita em 2020, é necessário aprovar o projeto ainda neste ano.

Além do IPTU, a planta serve de base para calcular o Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

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