Samu atende 600 acidentes de trânsito

Anna Flávia Alves
Quase três acidentes de trânsito por dia. Essa é a média de atendimentos do Samu em Divinópolis neste ano. No começo da semana, um jovem de 21 anos, com traumatismo grave, fraturas e parada cardiorrespiratória, precisou ser socorrido pela equipe de resgate. A vítima ficou ferida em um acidente entre uma moto e um caminhão no bairro Santa Luzia.
Já no fim de semana, um idoso de 81 anos bateu a caminhonete em uma mobilete conduzida por um jovem de 20 anos, na avenida Autorama. De acordo com a Polícia Militar, o idoso estava com a CNH vencida e foi preso. Já o jovem era inabilitado e foi resgatado em estado grave.
Dados mostram que Divinópolis tem mantido a média de acidentes de trânsito. Entre janeiro e agosto deste ano, o Samu atendeu 583 ocorrências. No mesmo período no ano passado foram 584 atendimentos. Ao todo, em 2022 foram 915 atendimentos desta natureza.
Trânsito em Divinópolis
Como era esperado, a região central é a área que registra mais acidentes na cidade. É o que revela o secretário municipal de trânsito, Lucas Estevam.
— Os pontos que ocorrem sinistros geralmente são na região central, obviamente, devido ao alto fluxo de veículos e pedestres — explica o secretário. Ainda segundo o secretário, as principais causas dos acidentes na cidade estão relacionadas à imprudência e desrespeito às sinalizações. O uso do celular ao volante também entra na lista.
— As pessoas insistem em utilizar o aparelho enquanto dirige, mesmo quando estão paradas no semáforo, as pessoas ainda estão mexendo no celular, isso é proibido, o manuseio de celular enquanto está dirigindo, isso acaba tirando a atenção. Estudos no Brasil recentemente comprovaram que o desrespeito está sendo motivado pela falta de atenção pelo uso do celular — esclarece.
Para o especialista em trânsito, Carlos Consoli, há uma série de causas que geram os acidentes em Divinópolis, desde o comportamento dos motoristas até mesmo as condições das vias:
— As causas principais são a falha na sinalização de trânsito, a falta de recomposição das faixas, das placas verticais e o desrespeito dos motoristas, incluindo os motociclistas, em relação às leis de de trânsito, excedendo a velocidade em locais que a velocidade tem que ser baixa, principalmente no Centro da cidade — reflete o especialista.
Preocupação
Começou nesta semana as obras de drenagem e pavimentação na avenida Magalhães Pinto, em seus quase 4 quilômetro de extensão, desde o acesso à MG-050 até a Ponte do Niterói. A previsão é que dure cerca de oito meses e será feita em etapas, para evitar a interrupção completa da avenida. Até a conclusão dos trabalhos, desvios e rotas alternativas foram divulgados pela Secretaria de Trânsito, Transporte e Segurança Pública (Settrans). Uma das preocupações, devido à complexidade da obra, é o aumento no número de acidentes na região. Segundo a pasta, é necessário respeitar a sinalização:
— Se há uma preocupação que os acidentes aumentam com a obra da Magalhães Pinto? Na verdade, a gente planeja para que tudo isso não ocorra, a sinalização está sendo feita de forma a regulamentar e chamar a atenção do condutor para que ele respeite. Então cabe aos motoristas que observem as sinalizações e respeitem as regras. A gente confia que os motoristas vão respeitar e que não vai ter um aumento de sinistros — pontua Lucas Estevam.
Rodovias:
O Agora mostrou nesta semana que um idoso de 77 anos foi socorrido pelo Samu após um acidente envolvendo um carro e um ônibus na rodovia que liga Divinópolis a Carmo do Cajuru. Embora os acidentes sejam registrados todos os dias, os números nas rodovias que cercam Divinópolis tem reduzido. Entre janeiro e julho deste ano, a Polícia Militar Rodoviária registrou 81, com vítimas, 15 a menos que o mesmo período no ano passado, quando foram registradas 96 ocorrências. Ao todo, houve 183 batidas com vítimas em 2022.
Porém, o número de vítimas fatais ainda é preocupante, até o começo de agosto, cinco pessoas perderam a vida nas rodovias que cortam Divinópolis, segundo a PMR. Ao longo do ano passado, foram 17 vítimas. Ainda segundo a Polícia Rodoviária, os acidentes mais comuns na região envolvem batidas, choques e tombamentos.
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