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Secretaria de Saúde de Minas monitora avanço do ebola após alerta internacional da OMS

Secretaria de Saúde de Minas monitora avanço do ebola após alerta internacional da OMS

Da Redação

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que acompanha o avanço dos surtos de ebola registrados na África após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional relacionada aos casos da doença, causados pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. O monitoramento ocorre diante da preocupação internacional com a escala e a velocidade do avanço da doença, que já mobiliza autoridades sanitárias em diferentes países.

A OMS informou que o evento representa uma emergência internacional em saúde pública, embora tenha destacado que o cenário atual não atende aos critérios para ser classificado como uma emergência pandêmica. Mesmo assim, o acompanhamento da situação tem sido mantido por diferentes sistemas de vigilância em saúde ao redor do mundo.

Em Minas Gerais, a SES-MG informou que mantém monitoramento contínuo dos acontecimentos internacionais e articulação com instâncias nacionais responsáveis pela vigilância em saúde. Segundo a pasta, o Estado permanece em estado de prontidão para identificação, investigação e resposta a eventuais ocorrências suspeitas.

Vigilância em Minas Gerais

A secretaria estadual informou que, nos últimos dez anos, Minas Gerais não registrou nem comunicou ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas) casos suspeitos, notificados ou confirmados de doença causada pelo vírus ebola.

De acordo com a SES-MG, o acompanhamento ocorre após a declaração da OMS envolvendo os surtos relacionados à cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda. O Estado reforçou que o trabalho de vigilância segue em conjunto com órgãos nacionais responsáveis pelo monitoramento epidemiológico.

A orientação da secretaria é para que a população procure atendimento médico diante de sintomas compatíveis com a doença e informe histórico recente de viagens internacionais quando houver, especialmente em situações envolvendo deslocamentos para regiões onde a doença apresenta ocorrência registrada.

Evolução da epidemia

Os números divulgados pela OMS mostram a dimensão do cenário atual na África. Dados apresentados pela entidade apontam quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas relacionadas aos surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda.

Oficialmente, foram confirmados 51 casos em duas províncias localizadas ao norte da República Democrática do Congo. A própria OMS, entretanto, afirmou ter conhecimento de que a dimensão real do surto pode ser maior do que os números oficialmente registrados até o momento.

Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala. Segundo as informações divulgadas, ambos envolviam pessoas que haviam passado pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu em decorrência da doença, enquanto outro, identificado como um cidadão norte-americano, foi transferido para tratamento na Alemanha.

Como o surto começou

As autoridades sanitárias da República Democrática do Congo emitiram alerta inicialmente após identificarem uma doença de alta mortalidade no município de Mongbwalu, localizado na província de Ituri. O cenário chamou atenção também pelo registro de mortes entre profissionais da saúde.

Dias depois, análises realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa confirmaram a presença do vírus Bundibugyo em oito de treze amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara. Posteriormente, o governo congolês declarou oficialmente o 17º surto de ebola registrado no país.

Ao mesmo tempo, Uganda também confirmou a ocorrência de um surto da mesma cepa do vírus após identificar um caso importado de um cidadão congolês na capital Kampala.

Sintomas e agravamento

Os primeiros sinais da doença podem se confundir com outras infecções, o que pode dificultar a identificação inicial do quadro. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, fraqueza intensa, diarreia, vômitos, dor abdominal, perda de apetite, dor de garganta e manifestações hemorrágicas.

Conforme as informações divulgadas, alguns pacientes podem evoluir para formas mais severas da doença após a primeira semana. Nesses casos, podem ocorrer diarreia intensa, náuseas, vômitos persistentes, comprometimento do fígado e dos rins, além de hemorragias internas e externas. Em situações graves, o quadro pode evoluir para choque circulatório e falência múltipla de órgãos.

Vacina ainda não está disponível

A OMS informou que uma vacina específica contra a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos atuais, pode levar entre seis e nove meses para estar pronta para aplicação na população. Segundo a entidade, embora o processo de seleção de candidatos a imunizantes tenha sido acelerado, ainda não existem doses disponíveis para ensaios clínicos neste momento.

Outra vacina candidata também está em desenvolvimento, mas a disponibilidade de doses para estudos clínicos dependerá dos resultados de testes em andamento.

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