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Secretaria Estadual de Saúde apresenta ações de enfrentamento ao coronavírus

Por Portal Agora
Secretaria Estadual de Saúde apresenta ações de enfrentamento ao coronavírus

Da Agência Minas 

Diante da confirmação do primeiro caso de coronavírus (COVID-19) em um brasileiro, residente de São Paulo (com histórico de viagem à Itália), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) faz um alerta sobre a necessidade de medidas preventivas, similares às da estratégia de enfrentamento à gripe. No momento, há cinco casos suspeitos em Minas, sendo três em Belo Horizonte, um em Montes Claros e outro em Juiz de Fora.

Diante da tendência de aumento do número de casos suspeitos, a SES-MG apresentou, nesta quinta-feira, 27, em entrevista coletiva concedida pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, o Plano de Contingência para Emergência em Saúde Pública COVID-19, elaborado durante o mês de fevereiro. Na oportunidade, o secretário ainda detalhou as ações em curso.

Entre as medidas realizadas pela secretaria estão, por exemplo, licitação para compra de equipamentos de proteção individual (EPI) para profissionais de saúde; realização de campanhas, tanto na mídia tradicional, quanto voltadas às redes sociais; criação de hotsite para publicação e concentração de informações oficiais; e treinamento de pessoal nas Regionais de Saúde e das Secretarias Municipais de Saúde.

— Nós estamos em processo de análise jurídica para a publicação de um Decreto de Emergência em Saúde Pública, o que pode agilizar processos de compra de leitos, medicamentos, ventiladores, monitores, contratação de pessoal, entre outras medidas que possam gerar uma resposta dos serviços de saúde a essa epidemia. Também vamos ativar o Centro Mineiro de Controle de Doenças Transmissíveis, uma espécie de força-tarefa voltada às emergências de saúde, e também em articulação com a Rede Intermunicipal de Emergências de Saúde Pública, que envolvem consórcios intermunicipais, - apresentou o secretário Carlos Eduardo Amaral. 

Ainda conforme o secretário, do ponto de vista do cidadão, a ênfase deve ser dada às medidas de higiene respiratória, como lavar constantemente as mãos, sobretudo após uso de transporte público e contato com pessoas em locais de aglomeração pública; evitar levar as mãos ao nariz e aos olhos; cobrir a boca e o nariz ao espirrar.

— São cuidados muito similares àqueles para evitar a gripe, comentou Amaral.

Há, também, a possibilidade de aumento no número de pacientes que podem estar infectados, considerando que houve ampliação do número de países em que está ocorrendo a transmissão da doença, que ultrapassou o continente asiático e chegou à Europa.

— As pessoas viajam com mais frequência a países como França, Itália e Alemanha, portanto há uma tendência de aumento de casos. É importante frisar que, a partir da notificação, já ocorre o isolamento do paciente. Posteriormente, conforme os protocolos do Ministério da Saúde, o caso poderá vir a ser classificado como suspeito, explicou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Dario Brock Ramalho.

De acordo com o subsecretário, atualmente o teste feito após coleta de secreção dos pacientes é realizado para alguns vírus mais comuns que causam síndromes respiratórias na Fundação Ezequiel Dias (Funed), e o específico para coronavírus na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

— Há expectativa de que, nos próximos dias, o Ministério da Saúde desconcentre a realização do exame na Fiocruz e permita que a Funed e outros laboratórios também estejam capacitados a realizar os testes RT-PCR, conforme o protocolo Charité, conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), informou.

Tanto o secretário Carlos Eduardo Amaral, quanto o subsecretário Dario Brock Ramalho ressaltaram que não há razão para discriminação em relação às pessoas vindas de países asiáticos ou seus descendentes.

— Não há o menor sentido em qualquer atitude discriminatória. Além disso, os casos suspeitos têm relação com viagens que as pessoas fizeram, em virtude da transmissão dos casos e não pela origem das pessoas, destacou Amaral.

Já a diretora de Vigilância de Agravos Transmissíveis da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida, observou que as medidas em relação aos aeroportos são desenvolvidas pelos órgãos federais.

— São realizados avisos sonoros e as companhias aéreas estão treinadas a reconhecer pacientes com sintomas. No aeroporto de Confins, havendo algum caso, será utilizada a sala de isolamento, até que o paciente seja conduzido ao serviço de saúde de referência. Posteriormente, realizamos o acompanhamento de outros passageiros, completou.

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