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Seleção Brasileira Feminina vence os EUA de virada e quebra tabu de dez anos

Seleção Brasileira Feminina vence os EUA de virada e quebra tabu de dez anos

Da Redação

A Seleção Brasileira Feminina escreveu um novo capítulo em sua história na noite desta terça-feira, 8, ao vencer os Estados Unidos por 2 a 1, de virada, em um amistoso realizado no estado da Flórida. A vitória não só encerrou um jejum de dez anos sem vencer as norte-americanas, como também marcou a primeira vez que o Brasil as derrotou em solo estadunidense.

O duelo foi o segundo entre as equipes nesta Data FIFA. No primeiro confronto, realizado no último sábado, 5, as donas da casa venceram por 2 a 0, mas desta vez as brasileiras mostraram evolução tática e mentalidade vencedora para reverter o placar e celebrar um triunfo que pode significar uma virada de chave no futebol feminino do país.

Começo turbulento 

O jogo começou com um susto para o Brasil. Aos apenas 34 segundos, as norte-americanas abriram o placar em uma jogada rápida pela esquerda. Alyssa Thompson avançou e, após ser desarmada por Fe Palermo, a bola sobrou para Macario, que finalizou no canto, sem chances para a goleira Natasha. O lance foi revisado pelo VAR por possível falta na arqueira brasileira, mas o gol foi validado.

O início adverso, porém, não abalou as comandadas pelo técnico Arthur Elias. O Brasil reagiu com pressão alta e começou a criar oportunidades. Gabi Portilho teve uma chance clara, enquanto Gio Garbelini desperdiçou duas boas finalizações em sequência. A insistência foi recompensada aos 24 minutos, quando Kerolin, a camisa 10 da seleção, aproveitou um cruzamento de Gio e, com classe, bateu cruzado para empatar o jogo.

O primeiro tempo seguiu equilibrado, com os EUA explorando a velocidade nas laterais e o Brasil buscando o contra-ataque. Nos acréscimos, Duda Sampaio quase virou para as brasileiras, mas foi Natasha quem brilhou ao fazer uma defesa espetacular em chute de Cooper, garantindo o empate no intervalo.

Virada histórica

Na segunda etapa, o Brasil voltou mais organizado e dominante. Gio Garbelini foi a grande estrela, armando jogadas perigosas e pressionando a defesa adversária. Para intensificar o ataque, Arthur Elias promoveu duas mudanças estratégicas: Jheniffer e Amanda Gutierres entraram no lugar de Gabi Portilho e Gio.

Aos 68 minutos, a virada veio em um lance de contra-ataque rápido. Jheniffer recuperou a bola, achou Luanny na direita, que cruzou na medida para Amanda Gutierres empurrar para as redes, colocando o Brasil em vantagem pela primeira vez na partida.

De lá para frente, as brasileiras administraram o resultado com maturidade defensiva, segurando a pressão das norte-americanas, que lançaram todas as suas estrelas em busca do empate. Mas a defesa, comandada por Rafaelle e Lauren, segurou firme, e o apito final confirmou uma vitória histórica.

Fim do tabu 

A última vez que o Brasil havia vencido os EUA foi em 2014, em um amistoso no Brasil. Desde então, foram 12 jogos sem triunfos, incluindo derrotas em Olimpíadas e Copas do Mundo. Por isso, a vitória desta terça-feira tem um sabor especial, mostrando que a equipe de Arthur Elias está no caminho certo para disputar de igual para igual com as melhores do mundo.

O técnico brasileiro destacou a evolução coletiva após o jogo:
— Mostramos personalidade. Sofremos o gol cedo, mas não nos abatemos. A equipe cresceu no jogo e mereceu a vitória. Isso é fruto de muito trabalho e mentalidade vencedora — afirmou. 

Já a meia Kerolin, autora do gol de empate, celebrou:
— Sabíamos que seria difícil, mas acreditamos até o fim. Essa vitória é para todas as mulheres que lutam pelo futebol no Brasil - destacou. 

Próximos desafios

Na próxima data Fifa, a Seleção Brasileira Femina enfrentará a Jamaica em dois amistosos preparatórios antes da Copa América, marcada para julho. O primeiro confronto acontece no dia 1º de junho, às 17h (horário de Brasília), na Arena Pernambuco. Já o segundo duelo será no dia 4, às 20h, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Esses serão os últimos testes da equipe comandada por Arthur Elias antes do torneio continental.

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