Sem desculpa

Batendo Bola
Um fim de semana para ser esquecido pela torcida bugrina, quando os meninos das categorias de base amargaram o rebaixamento para a Segunda Divisão na próxima temporada. Foram poucos meses na Primeira Divisão dos estaduais Sub-15 e Sub-17. E nem adianta virem agora com discursos prontos e desculpas esfarrapadas, porque não tem como apagar esta campanha vergonhosa dos garotos no Mineiro.
Desastrosa
Com menos de 30% de aproveitamento nas duas categorias, o Bugre conseguiu a proeza de vencer apenas 5 vezes em 28 partidas, tendo um ataque inexistente, com apenas 27 gols marcados, e uma defesa que parecia mais uma peneira, sendo vazada nada menos que 55 vezes. Números para serem apagados da memória de todos que realmente amam e torcem pelo clube.
Mudar tudo?
A hora é sim para colocar a casa em ordem e a cabeça no lugar, porque não tem como tapar sol com peneira. Algo tem que ser feito, doa a quem doer, e para ontem. O futuro do Bugre depende sim da base e não é com a mentalidade de hoje que se chegará lá. Se tem que mudar tudo, que assim seja então.
Atlético segue decepcionando
Com campanha medíocre, após parada para o Mundial de Clubes, o Atlético tem, sim, que acordar para a realidade, sob pena de chorar e muito no final do ano. Mais perto da zona de rebaixamento – apenas dois pontos à frente do Vitória, que é o 17º colocado, e já a 23 do líder Flamengo, o Atlético terá que rever suas prioridades nesta reta final de campeonato.
A gota d´água
E nem foi a derrota para o Cruzeiro no clássico da Copa do Brasil, o pior momento do time nesta temporada. A equipe alvinegra já não vem mostrando futebol faz tempo, mas ser derrotada por um time que dias antes havia sido humilhado pelo Flamengo, com goleada por 8 a 0, é sim para acender a luz amarela e ligar o alerta, porque se não acordar para já o desastre pode ser irreversível.
A derrota por 1 a 0 para o Vitória no domingo deixou o Galo estacionado nos 24 pontos e na 14ª colocação na tabela, com a pior campanha entre os outros 19 integrantes da Série A, considerando o período após o Mundial de Clubes. Neste período, foram oito partidas disputadas e apenas quatro pontos conquistados. O aproveitamento é de apenas 16,6%,
Não basta
A diretoria corre contra o tempo para acertar com um novo treinador, depois da saída de Cuca – a bola da vez é o argentino Martín Anselmi (foto), que até ontem estava com a chegada bem encaminhada – pode dar um gás novo ao time, mas somente isso pode não ser o suficiente. Alguns jogadores, antes entre os destaques do futebol brasileiro, há tempos não jogam nada e também têm que se explicar.
Bom momento celeste
Se de um lado da Lagoa, as notícias são as piores possíveis, do outro acontece o inverso e mesmo quando o time não joga bem, ele consegue o resultado que precisa. Na vitória do fim de semana sobre o São Paulo é fato que o Cruzeiro não esteve no seu melhor dia, mas longe de ser o desastre que muitos andaram falando.
Domínio inexistente
Tentando desmerecer o triunfo estrelado, alguns apregoam um “falso domínio” do tricolor paulista, quando na verdade não foi bem assim. O São Paulo pode ter tido sim maior tempo com a bola, mas as melhores oportunidades de gol foram criadas pelo Cruzeiro. E contra esta verdade não há argumentos.
José Carlos de Oliveira - jcqueroviver@hotmail.com.br
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