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Show nas arquibancadas e nenhum futebol

Show nas arquibancadas e nenhum futebol

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

Um fim de semana que poderia ser de festa, mas acabou se tornando o prenúncio de dias de terror para a apaixonada torcida do Guarani. Nas arquibancadas, a massa bugrina atendeu ao chamado da diretoria e compareceu em grande número à Arena Sicoob Divicred, mas em campo o time não correspondeu e deu um de seus maiores vexames dos últimos tempos.

Vexame, sim

Isto mesmo que vocês estão lendo, vexame, porque ser derrotado por este horroroso time do Clube Atlético Patrocinense não merece outro adjetivo que este: um vexame. Uma decepção total para a fiel torcida do Bugre, que já não se aguenta de tanto sofrimento, que só faz aumentar ano após ano.

Não sobra nada

Em campo, o time (talvez sentindo o gol que tomou logo no início do jogo) não se encontrou em momento algum, e a rigor, construiu apenas uma jogada de perigo, com Maycon Rangel, na primeira metade do jogo. E já no segundo tempo partiu para o desespero e acabou tomando o castigo.

Começando pelo goleiro e terminando naqueles jogadores que entraram no decorrer da partida, nenhum merece destaque. Foi muito esforço para pouco futebol.

Calculadora na mão

Mas já? Pelo que parece, sim, e deve continuar assim até a rodada final da fase de grupos. A lanterna do grupo A, disputadas duas rodadas, já é um sinal do que vem por aí.

É certo que ainda há tempo, e faltam ainda oito jogos a serem disputados, mas o que faz bater o desespero no torcedor é que o time não deu nenhum sinal de que possa melhorar nas próximas rodadas, e pela pressão que virá de fora, a tendência é ficar ainda pior. 

Torço para que esta previsão não se confirme, porque sou Guarani e não desisto nunca, mas o desempenho do time em campo, no jogo de sábado, nos faz sim esperar pelo pior.

Interessante

O que mais dói na torcida é que, no papel, a diretoria mais acertou que errou, e contratou nomes até razoáveis para comporem o elenco, mas que na verdade ainda não mostraram nada dentro de campo. E se não levarem um choque de realidade nos bastidores, para ontem, e entrarem nos trilhos para já, podem passar para a história do Bugre como uma das maiores decepções do clube em todos os tempos.

Hoje já é.... dois jogos disputados, três gols tomados (e em falhas individuais) e nenhum gol marcado, mostram a realidade e já dão o tom do desespero do torcedor.

Cobrar, de quem?

O clima lá pelas bandas de Porto Velho já é de apreensão, e a cobrança da torcida deve se fazer sentir na próxima rodada. Mas o duro é escolher agora de quem cobrar. Da comissão técnica? Dos diretores, que montaram este grupo? Ou dos próprios jogadores, que realmente são as principais peças no tabuleiro?

Impossível escolher. Nesta altura do campeonato, todos têm sua parcela de culpa e terão que se explicar é em campo nas próximas rodadas.

Sob a pressão

E já para o duelo do fim de semana, na tarde de sábado (15h30) frente o Mamoré, começa a briga pelos seis pontos. A partir de agora, principalmente nos jogos em casa, nem o empate serve mais. É vencer ou vencer, do contrário a ‘vaca irá para o brejo de vez’.

A solução é sentar, conversar muito, ver onde mais estão errando, e tratarem de fazer tudo diferente na próxima partida, porque o torcedor é apaixonado sim pelo clube, mas tem pavio curto e pode estourar de uma hora para outra.

E se isso acontecer, sobrará para todo mundo, até mesmo para os roupeiros e outros funcionários do clube, que nada têm a ver com esta história de terror.

Torcida nota mil

E se tem uma coisa a ser enaltecida, esta é o comportamento da torcida no fim de semana, que mesmo sofrendo com o fraco desempenho do time soube se comportar e, na medida do possível, até tentou fazer sua parte, apoiando. Em campo foi que as coisas não aconteceram como deveriam.

jcqueroviver@hotmail.com.br

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