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Polícia

Suspeita de matar criança de seis anos teria alterado cena do crime

Por Portal Agora
Suspeita de matar criança de seis anos teria alterado cena do crime

Maria Tereza Oliveira

A motivação da morte da garotinha Amanda Filgueiras Calais, de seis anos, ainda é rodeada de mistérios. Após ter ficado desaparecida por horas, a menina foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira, 9, no bairro Lagoa dos Mandarins. A principal suspeita do crime é a vizinha de Amanda, S.M.D.A., de 38 anos. Ela alega que a morte de Amanda foi um acidente. Em coletiva de imprensa, o delegado regional Leonardo Pio afirmou que a acusada, possivelmente, alterou a cena do crime.

De acordo com o delegado, as causas da morte ainda estão sendo apuradas e a versão da investigada não bate com a prova objetiva, a cena do crime.

Amanda foi encontrada de calcinha e blusa de uniforme. O delegado também contou que a perícia não encontrou indícios de violência sexual.

Desaparecida

Amanda Filgueiras foi vista com vida pela última vez por volta de 17h20, desta quinta-feira, 8, na mesma região em que horas depois foi encontrada morta. O bairro Lagoa dos Mandarins fica próximo à MG-050.

A família entrou em contato com a Polícia Militar (PM) que, juntamente com equipes do Corpo de Bombeiros, vizinhos e voluntários, começou a procurar pela menina. Nas redes sociais, o caso também ganhou repercussão e inúmeras pessoas compartilharam a foto da criança com o intuito de localizá-la.

Acidente?

Conforme revelou o delegado, a principal suspeita, em depoimento, disse que Amanda foi até sua casa para brincar com sua filha, de mesma idade.

De acordo com a acusada, as meninas estavam brincando no segundo piso de sua residência e, enquanto ela usava o banheiro, Amanda teria caído acidentalmente da área de serviço.

Ainda conforme o delegado, a suspeita teria ficado com medo da reação da mãe de Amanda. Então, ela teria esperado o momento em que não houvesse ninguém na rua para levar o corpo da criança para dentro de sua casa.

Enquanto a vizinha pensava na situação, o tempo foi passando e o corpo de Amanda ficou no quarto da filha da acusada.

No mesmo relato, a suspeita disse que, à noite, quando notou que a região estava silenciosa, atirou novamente o corpo da vítima no mesmo local em que ela havia caído.

Contradição

Leonardo Pio afirmou que a versão da investigada não bate com a prova objetiva que está sendo apurada pela investigação.

De acordo com ele, embora a suspeita alegue que foi um acidente, há elementos colhidos na cena do possível crime que demonstram que a criança foi jogada.

Os peritos têm papel importante para a apuração do caso. Leonardo Pio revelou que a perícia constatou que o corpo da criança já estava rígido – o que pode significar que ela estava morta há horas – e com sinais de esganadura.

— Podemos afirmar que Amanda não morreu pela queda. Ela foi esganada, podendo existir outro fator que contribuiu para a morte — destacou.

Cena modificada

Outro ponto salientado pelo delegado diz respeito a uma possível alteração da cena do crime. Conforme Leonardo Pio explicou, a vizinha teria tentado apagar a presença de Amanda em sua casa.

— Ela pegou os iogurtes que a Amanda e sua filha tinham tomado, junto da boneca, o chinelo e a calça da vítima e jogou em um lote ao lado de sua casa — destacou.

A vizinha está sendo investigada por homicídio qualificado com motivação fútil, pelo crime de asfixia e por fraude processual.

A pena varia entre 12 e 30 anos de prisão.

Vingança?

A Polícia Civil (PC) trabalha com diversas hipóteses para a motivação do crime. Dentre elas, até mesmo vingança.

— A suspeita é conhecida no bairro por ser uma pessoa de convivência difícil. Ela tem histórico de brigar com vizinhos, inclusive, com a mãe de Amanda — salientou.

De acordo com o delegado, o desentendimento da investigada com a mãe da vítima pode ser uma motivação para que a suspeita se vingasse usando a criança.

Descartado

A princípio, abuso sexual e o envolvimento do filho da suspeita estão descartados pela investigação.

 

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