Tia Elza e convidados comandam o Bloco do Samba

Da Redação
O Centro de Divinópolis se vestirá de muita cultura e alegria com a chegada do “Bloco do Samba”, no próximo sábado, 23. Criado pelo Movimento Negro de Divinópolis (Mundi), o grupo de foliões tem o apoio do Bloco do Cléo e surge para reforçar a resistência através do samba, na luta por direitos sociais, manifestações artísticas, resistência e cultura popular.
Cores e alas
Pela primeira vez no pré-carnaval da cidade, os participantes deste bloco vão se fantasiar com os abadás nas cores rosa, verde, vermelho, preto e branco.
O preto representa a “Ala Black Power”; o verde, a “Ala Não Deixe o Samba Morrer”; o vermelho é a “Ala das Mulheres Empoderadas”; o rosa, a “Ala da Alegria” e por fim o branco, com a “Ala Mundi em Movimento”.
Abadás
Os abadás adulto e infantil estão à venda pelo valor de R$ 30 na sede do Mundi, que fica na praça Pedro Xisto Gontijo, 21, próximo ao Samu, em Divinópolis ou pelo telefone (37) 9.8815-6570.
Concentração
A concentração do “Bloco do Samba” será a partir das 10h, na avenida Antônio Olímpio de Morais , próximo aos Correios, com a “Tenda Black" da Niari Cosméticos, Espaço Grazi Rufo e Fibra Cabelos, com lindas produções de beleza. A saída do desfile será às 13h.
Atrações
A cantora Tia Elza, carinhosamente chamada de “Rainha do Samba do Centro-Oeste de Minas”, será a responsável por conduzir o espetáculo no trio elétrico do Bloco do Samba.
Para reforçar o time musical, também estarão presentes nesta folia as bandas Tripulantes do Samba, Raciais do Samba, Os Trutas e o cantor de samba e pagode Williams Santos.
O Bloco também conta com uma corte que representará a beleza da diversidade brasileira. A rainha, Edna Maurício, é uma presença constante nos eventos de samba da cidade. O rei, Célio Lopes, é representante da força do congado e da religião de matriz africana. Já as princesas são as modelos gêmeas Gisele Silva e Gislene Silva.
Homenagem
A homenagem do bloco é à composição de Ernesto dos Santos, mais conhecido como “Donga”. Há 102 anos ele gravou “Pelo Telefone”, considerado o primeiro samba do país.
A canção é uma das expressões musicais vindas dos mais importantes festivais da cultura brasileira. “Pelo Telefone” vinha da tradição de religiões e batuques afro-brasileiros, da modinha dos saraus, do lundu dançado pelos escravos, do tipicamente urbano choro, do samba de roda da Bahia.
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