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Polícia

Três crimes em poucos dias: novos casos de feminicídio reforçam cenário de violência no país

Por Bruno
Três crimes em poucos dias: novos casos de feminicídio reforçam cenário de violência no país

Da Redação

A violência contra a mulher voltou a chamar atenção no país nos últimos dias, com pelo menos três novos casos de feminicídio que chocaram familiares, amigos e autoridades. As vítimas, com idades entre 24 e 38 anos, foram mortas em situações de extrema gravidade, todas envolvendo parceiros ou ex-companheiros. Os crimes ocorreram em São Paulo, Sergipe e Espírito Santo.

Empresária assassinada em Aracaju

A empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, foi morta a tiros em um hotel em Aracaju, no Sergipe. O principal suspeito é o namorado da vítima, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, policial penal. Flávia, que morava em Paulo Afonso (BA) e tinha uma empresa de soluções financeiras, foi velada na cidade natal antes do sepultamento em Canindé de São Francisco (SE). Familiares relataram indignação e tristeza com a morte precoce da empresária.

Mulher morta em semáforo

Luene Vitória Moraes de Oliveira, de 24 anos, foi assassinada dentro de seu carro enquanto esperava o semáforo abrir, na madrugada do domingo, 22, em Bragança Paulista (SP). O suspeito é Marcelo Lucas de Souza Amaral, ex-companheiro da vítima, que atirou contra ela e fugiu. A prisão em flagrante de Marcelo foi convertida em preventiva, e a Polícia Civil trata o caso como feminicídio.

Comandante morta no Espírito Santo

Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal, foi morta a tiros dentro de casa no bairro Caratoíra, na madrugada de segunda-feira, 23, em Vitória, no Espírito Santo. O autor, policial rodoviário federal e namorado da vítima, cometeu suicídio em seguida. Familiares apontam histórico de ciúmes e comportamento abusivo. Dayse deixa uma filha de oito anos, e a Prefeitura de Vitória decretou luto oficial de três dias.

Cenário preocupante

Os três casos recentes, ocorridos em estados diferentes, evidenciam a gravidade da violência contra a mulher no Brasil. Autoridades reforçam a importância de denunciar situações de risco e de políticas públicas mais efetivas para prevenir feminicídios.

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