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Um em cada cinco brasileiros tem risco de doenças crônicas

Por Portal Agora
Um em cada cinco brasileiros  tem risco de doenças crônicas

Flávio Flora

Número de pessoas com excesso de peso cresceu 26,3% nos últimos dez anos, atingindo 53,5%, em 2016, acima dos 42,6% de 2016. Esta e outras informações estão contidas em estudo divulgado esta semana pelo Ministério da Saúde. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), revela que o problema é mais comum entre os homens: passou de 47,5% para 57,7% no período, enquanto entre as mulheres o índice passou 38,5% para 50,5%.

O levantamento revela que o indicador de excesso de peso aumenta com a idade e é maior entre os que têm menor grau de escolaridade. Já a obesidade no país duplica a partir dos 25 anos de idade e destacando-se entre os que apresentam menor escolaridade.

Os estudiosos consideram que a pessoa está com sobrepeso se tem Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 25 quilos por metro quadrado (kg/m2), enquanto a obesidade se caracteriza por IMC igual ou superior a 30 (kg/m2).

Aumento de diabéticos

O aumento do número de brasileiros diagnosticados com diabetes, passando de 5,5% da população em 2016 para 8,9% em 2016, o que representa um crescimento de 61,8%, é recebida como alerta às autoridades sanitárias do país. O Inquérito da VIgitel revela que as mulheres registram mais diagnósticos da doença – este grupo passou de 6,3% para 9,9% na última década, contra índices de 4,6% e 7,8% registrados entre os homens.

Segundo o estudo, Rio de Janeiro é a capital brasileira com a maior prevalência de diagnóstico médico de diabetes – com 10,4 casos para cada 100 mil habitantes – seguida por Natal e Belo Horizonte (ambos com 10,1 casos). O levantamento revela que o indicador de diabetes aumenta com a idade e é quase três vezes maior entre os que têm menor escolaridade.

Álcool entre as mulheres

O consumo abusivo de álcool revelado pelo estudo, que entrevistou mais de 50 mil pessoas, em de todas as capitais brasileiras e Distrito Federal, subiu de 15,7%, em 2006, para 19,1%, em 2016. O crescimento se deu principalmente pela alta na ingestão de álcool por parte das mulheres. Nos últimos dez anos, o consumo abusivo de bebida alcoólica pelo público feminino subiu de 7,8% para 12,1%, da população.

Doenças crônicas crescem muito

O monitoramento do Vigitel ocorre desde 2006, atualizando dados sobre a frequência e distribuição dos principais determinantes das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) por inquérito telefônico. Esse programa integra o sistema de Vigilância de Fatores de Risco de DCNT do Ministério da Saúde, e ao lado de outros inquéritos, vem ampliando o conhecimento sobre as DCNT no Brasil.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade, sendo responsáveis por 70% de um total de 38 milhões de mortes ocorridas no mundo em 2014, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2014).

No Brasil, em 2013, as DCNT representaram 72,6% das causas de morte, com destaque para as doenças cardiovasculares (29,7%), neoplasias (16,8%), doenças respiratórias crônicas (5,9%) e diabetes (5,1%).

Fatores de risco e de proteção

Entre os fatores de risco para essas doenças crônicas estão: o hábito de fumar, excesso de peso, consumo de refrigerantes, de doces e de alimentos fontes de gordura saturada, inatividade física e o consumo de bebidas alcoólicas, além da referência ao diagnóstico médico de hipertensão arterial, diabetes e dislipidemias.

Entre os fatores de proteção estão: a prática de atividade física no tempo livre e no deslocamento para o trabalho, curso ou escola, o consumo de frutas e hortaliças e de feijão e a realização de exames para detecção precoce de tipos comuns de câncer em mulheres (mamas e colo de útero).

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