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Unidades do socioeducativo vão ser geridas por organizações

Por Portal Agora
Unidades do socioeducativo vão ser geridas por organizações

Da Redação 

Dez unidades do sistema socioeducativo em Minas Gerais devem passar a ser administradas por organizações sem fins lucrativos a partir do próximo ano. Deputados e profissionais da área manifestaram preocupação com a medida, anunciada nesta terça-feira, 13, pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, general Mario Araujo, em audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Para o deputado Sargento Rodrigues (PTB), que preside a comissão, a medida vai se refletir em privatização no sistema socioeducativo. 

- O Estado não pode transferir papel de polícia. Isso é inadmissível -  afirmou o parlamentar.

 Ele acrescentou que o assunto não foi esgotado durante a reunião. Foi aprovado requerimento, de autoria de Sargento Rodrigues, João Leite (PSDB) e Celise Laviola (MDB), para realização de outra audiência sobre o assunto.

O secretário de Estado explicou que mais de 600 vagas de contratos temporários no sistema socioeducativo serão extintas até fevereiro de 2021 em decorrência de Ação Direta de Inconstitucionalidade. 

- A cogestão foi a alternativa que conseguimos diante da rescisão contratual. Teríamos que fechar unidades - disse.  

Conforme Mario Araújo, as organizações vão participar de processos licitatórios e as que vencerem serão pagas para exercerem as atividades de segurança e ressocialização de internos.

Controle 

 Sargento Rodrigues também questionou como será feito o controle da prestação de serviços nessas unidades. 

- Como avaliar essa segurança e essa ressocialização prestadas pelas organizações? Uma punição mais rigorosa como acontece hoje em caso de má prestação do serviço vai ficar mais difícil - afirmou.

O secretário de Estado afirmou que equipes itinerantes vão fiscalizar o serviço prestado. 

- Não é privatização. A gestão da política continua nossa. Esse modelo já foi implementado em Passos (Sul de Minas) e Patrocínio (Alto Paranaíba). Dezessete casas de semiliberdade já funcionam nesse formato - contou.

O deputado João Leite também manifestou preocupação com a questão. 

- Minha posição é contrária à ausência do Estado na segurança pública. Outras áreas até podem fazer cogestão - afirmou.

Absurdo 

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo do Estado de Minas Gerais, Alex Batista Gomes, classificou a iniciativa como uma aberração. 

- Nossa atividade não pode ser terceirizada. Trata-se de uma carreira específica de Estado -defendeu. (Com informações da ALMG)

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