Varejo fashion - 25/08/2026

Wagner Penna
O varejo de moda brasileiro enfrenta pressão do e-commerce, juros altos e consumo mais fraco. A Renner reduziu sua projeção de crescimento, enquanto a Marisa teve prejuízo de R$ 68,4 milhões no segundo trimestre.
Para as pequenas lojas e marcas de médio e pequeno porte, o cenário é ainda mais difícil, devido à menor capacidade de investimento em tecnologia, marketing e logística. A concorrência com gigantes digitais como a Shein, que pratica preços estruturalmente mais baixos, amplia essa pressão.
Pesquisa do Sebrae mostra que 59,2% dos pequenos negócios que vendem on-line concentram a operação digital em apenas uma pessoa. O desafio dessas empresas é sobreviver combinando loja física, redes sociais, marketplaces e venda direta, sem perder margem.
Para muitas pequenas marcas e boutiques, a transformação digital deixou de ser uma opção e passou a ser condição de sobrevivência.
VAIVÉM
* Com uma agenda cada vez mais intensa, o polo de moda de Belo Horizonte amplia sua presença no cenário fashion nacional. Depois do BH-à-Porter, em agosto, a programação prossegue de 21 a 24 com o Trend Now, seguido, no dia 24, pelo Fashion Connection, do Sebrae Minas. Em outubro, a agenda ganha força com o Minas Showroom, de 18 a 22; o Minas Trend, de 20 a 22; e uma nova edição do Trend Now, de 19 a 22. O calendário confirma BH como um dos principais centros de negócios e eventos de moda do país.
* A homenagem a John Galliano programada para o Met Gala 2027, em maio, provocou um manifesto de Natalie Klein Duek, dona da NK e casada com Tufi Duek, ex-dono da Forum, que questiona a decisão do Metropolitan Museum, de Nova York, de transformar o estilista em tema de sua próxima exposição. Klein reconhece o talento e a importância de Galliano para a moda, mas lembra os episódios de declarações antissemitas que levaram à sua demissão da Dior e à condenação na França, em 2011. Para ela, reabilitação e perdão não significam necessariamente o direito a uma grande celebração institucional.
* PONTO FINAL: A venda da marca Marc Jacobs pela LVMH, em negócio estimado em US$ 850 milhões, recolocou o estilista americano no centro do debate sobre a moda. Jacobs, que continuará como diretor criativo, vem questionando o excesso de foco comercial da indústria e defendendo maior liberdade para a criação. O episódio também expõe a dificuldade de manter marcas criativas e autorais rentáveis em um mercado cada vez mais orientado por escala, velocidade e resultados. Sem comentários.
Leia também
Mais recentes
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em agosto de 2026
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…








