Vencedores não nascem da noite para o dia

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Não adianta apenas querer, o homem tem que trabalhar duro para atingir seus objetivos. Verdade maior que esta não há. Enganam-se aqueles que pensam que as coisas acontecem naturalmente, por acaso, que a vitória é apenas questão de tempo e de um pouco de esforço. Menos gente, bem menos!
Quem almeja o sucesso deve ter em mente que é bem mais que isso, que terá que pagar um preço bem alto para chegar lá. Nada vem de graça, e os grandes vencedores só nascem depois de muito trabalho e luta.
Os verdadeiros campeões não podem e nem levam uma vida como os seres humanos normais, eles têm que abrir mão de muita coisa para chegar ao sucesso. Este é o ponto principal.
Como nasce um time vencedor?
E no futebol não é diferente. Um time vencedor não nasce da noite para o dia. O primeiro passo, para que isso se torne real, é acreditar em si mesmo e nas pessoas que estão à sua volta.
Não basta a alguém juntar um grupo de bons jogadores, individualmente com algum talento, e os mandar a campo, porque não chegará a lugar algum.
Quando um time entra em campo, com jogadores de reconhecida capacidade técnica, mas sem nenhum compromisso com a equipe, está a um passo do fracasso. O time corre errado e o trabalho coletivo não aparece como deveria.
E, isso meus amigos, é o que faz uma equipe vencedora: o coletivo. Atletas individualmente bons em suas posições, mas melhores ainda como grupo, é o que forma um verdadeiro time vencedor.
Nada está perdido
Por que toda esta conversa, agora? Simples! É para mostrar a jogadores, comissão técnica e, principalmente, aos torcedores do Guarani que nem tudo está perdido, que ainda há tempo para o Bugre buscar seus objetivos, mas para que o time chegue lá será preciso que todos se conscientizem de uma verdade: e esta é a de que bem mais que talento, eles terão que mostrar aquele algo mais, o espírito vencedor que caracterizam os grandes campeões.
O atleta pode não ser um grande jogador, mas para ser o “cara” do time, é fundamental seu espírito de luta, sua vontade de se doar, de correr pelo companheiro, ajudar o grupo a se tornar um verdadeiro time. Este tem que ser o pensamento agora, e está é a única saída.
Cada jogador deverá ter em mente, a partir agora, que não basta dar o seu melhor, ele terá que ser o complemento do companheiro, o amigo para todas as horas. Hoje, a receita para o Guarani é dormir e acordar com a bola, sonhando com a vitória do time como um todo e não com sua realização pessoal.
Não vai adiantar nada Glaysson passar a segurar todas lá atrás, se Vitinho não colocar as bolas para dentro das redes e começar a marcar os gols que o time precisa. E mais: Glaysson só vai fechar sua meta se tiver companheiros que o ajudem no sistema defensivo, e Vitinho só vai começar a balançar as redes se a bola chegar mais vezes até ele. Não é preciso falar mais nada.
Amanhã será melhor
Hoje, mais do que nunca, o Guarani precisa é de um grupo, atletas dispostos a se doarem e se sacrificarem pelo time, e não de nenhum salvador da pátria.
A hora é de rever o que foi feito até aqui, corrigir os erros e transformar este atual elenco naquilo a que todos se propuseram: num grande time de futebol. E como sou Guarani e não desisto nunca, tenho fé que o amanhã será infinitamente melhor que o hoje. E vamos que vamos, Bugre!
MANGUEIRAS BRASIL
O clássico da paz
Quando os homens de bem entram em ação, eles envergonham a quem não quer trabalhar. Simples assim.
Bem que gostaria de ver como está hoje a cara do juiz que insistia em exigir torcida única para o clássico Fla-Flu, simplesmente por não admitir que a responsabilidade das autoridades seja pela segurança a todos, mas todos mesmo, sem distinção de nenhuma das partes.
Pois bem, os clubes peitarão a justiça, bateram o pé, e o clássico teve as duas torcidas. E para desgosto dos derrotados de plantão, nenhum caso de polícia foi registrado. Agora, que o exemplo foi dado, cabe às autoridades trabalhar para que seja sempre assim.
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