Venda de bebidas alcoólicas em Festas escolares pode ser proibida

Flávio Flora
O vereador Eduardo Print Junior (SDD), é o autor do projeto de lei CM 061/2016, que dispõe sobre a proibição de venda de bebidas alcoólicas e de produtos fumígenos nas escolas municipais de Divinópolis. Ele informa que a intenção é “garantir a segurança e a tranquilidade dos alunos, pais e funcionários” das escolas municipais. Sua proposta reflete a Lei Estadual 15.427/2005, que já dispõe sobre essa proibição nas escolas estaduais de ensino fundamental e médio e nas conveniadas.
A lei proíbe a venda de cigarro, bebida alcoólica e produtos cuja embalagem contenha ilustração, fotografia, legenda ou anúncio de: I - bebida alcoólica; II - tabaco; III - jogo de azar; IV - produto impróprio para crianças e adolescentes – mesmo durante festas nas dependências da escola, qualquer que seja o promotor do evento.
Prejuízo às escolas
Na fase de votação, o vereador Careca da Água Mineral (PROS) manifestou sua preocupação na hipótese de a lei atrapalhar as festas juninas que as escolas promovem, muitas vezes para angariar fundos e complementar suas despesas. Nessa época, “é comum se vender quentão que, mesmo em pouca quantidade, contém a pinga”, e assim se perderia uma característica das festas juninas.
O vereador Hilton de Aguiar (PMDB) aprova a proposta, ressaltando que nessas barraquinhas se vende muita bebida, cerveja, e adultos fumam perto de crianças.
Sem saber que há leis que proíbem fumar em ambientes fechados, o vereador encareceu a necessidade de se pôr em prática essa vedação: “as crianças merecem nosso respeito”.
Sobrestamento
Já o vereador Adair Otaviano (PMDB) ainda não formou convicção sobre o projeto, por desconhecer que haja escola que venda bebidas alcoólicas e cigarros ou disponibilize jogos de azar. Em seu raciocínio, as escolas que promovem festas juninas e outras para levantamento de recursos a serem empregados no próprio estabelecimento, ficariam prejudicadas.
— Nós todos sabemos que nem o governo estadual, o governo municipal ou o federal dá o suporte necessário às escolas para funcionar e bem. Então, devemos procurar saber mais junto dos professores e diretores o que pode prejudicar a escola — afirmou Adair, pedindo e obtendo sobrestamento por duas semanas.
Para o vereador Marquinho Clementino (PROS), essas festas são de grande ajuda para as caixas escolares realizarem melhoramentos, e questiona se essas proibições incluem a vizinhança das escolas, pois muitas realizam esses eventos nas imediações do estabelecimento.
Bebidas à vontade
Em concordância com o sobrestamento, Print Junior disse que seu projeto está aberto a aprimoramentos, se for o caso, mas “temos que fazer uma reanálise do momento escolar, que deve ser de lazer, pais, filho, escola, não de bebida alcoólica”.
Antes de encerrar a discussão, o vereador-presidente Rodrigo Kaboja (PSL), contrapôs ao colega Adair, fazendo registro que em várias festas escolares em que esteve presente, este ano, havia venda de bebidas à vontade:
— Todas as escolas estaduais em que participei, cerveja em lata tinha. Se vocês não viram, então não estavam participando — concluiu.
Leia também
Hemominas realiza campanha Doador do Futuro em Divinópolis
Ocupações continuam em contra turno
Novos valores das multas de trânsito já estão em vigor
Hemominas tem queda no estoque em Divinópolis
Crescem reclamações de usuários contra coletivos sem trocador
TransOeste melhorou o transporte coletivo na cidade com o uso de cartão
Mais recentes
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em novembro de 2016
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…


