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“A bandeira do Brasil tem vermelho?”, dispara Cleitinho sobre possível camisa 2 da seleção 

“A bandeira do Brasil tem vermelho?”, dispara Cleitinho sobre possível camisa 2 da seleção 

Lucas Maciel

A possibilidade de a seleção brasileira adotar uma camisa vermelha como uniforme reserva para a Copa do Mundo de 2026 tem gerado forte repercussão e se tornado um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e no meio político. A proposta, revelada pelo site especializado Footy Headlines, despertou críticas imediatas — especialmente entre figuras públicas que associam a mudança de cor a um simbolismo político, inflamando ainda mais os debates ideológicos no país.

Diversos políticos já se manifestaram contrários à ideia, argumentando que o vermelho não representa as cores da bandeira nacional e levantando suspeitas sobre motivações por trás da decisão. Entre os que se opõem estão o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), este que chegou a ameaçar instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), caso o novo uniforme seja oficializado. 

Por outro lado, em nota enviada ao Agora, a deputada estadual Lohanna França (PV) seguiu em sentido oposto e criticou a politização do tema, afirmando que é uma inversão de prioridades discutir a cor da camisa enquanto o estado enfrenta desafios muito mais urgentes.

O que diz o estatuto?

Apesar da polêmica em torno da adoção da cor vermelha, o estatuto da CBF permite a criação de uniformes fora das cores tradicionais, desde que aprovados pela diretoria da entidade. 

O inciso III do artigo XIII do estatuto afirma que os kits devem seguir as cores da bandeira, mas é permitido.

— Os uniformes obedecerão às cores existentes na bandeira da CBF e conterão o emblema descrito no inciso II deste artigo, podendo variar de acordo com exigências do clima, em modelos aprovados pela Diretoria, não sendo obrigatório que cada tipo de uniforme contenha todas as cores existentes na bandeira e sendo permitida a elaboração de modelos comemorativos em cores diversas, sempre mediante aprovação da Diretoria — dispôs. 

Isso significa que, legalmente, a CBF tem respaldo para lançar um uniforme com cores como o vermelho, desde que ele seja aprovado internamente como um modelo comemorativo ou alternativo — como seria o caso da nova camisa 2, que substituiria a tradicional azul e seria assinada pela marca Jordan.

Críticas 

O vazamento da possível mudança na cor da camisa reserva da seleção brasileira provocou reações intensas no meio político, sobretudo entre representantes da ala conservadora. A adoção da cor vermelha, segundo críticos, estaria carregada de simbolismo político. 

Entre os que se posicionaram contra a medida estão políticos mineiros, como o deputado estadual Eduardo Azevedo e o senador Cleitinho Azevedo. Em vídeos divulgados nas redes sociais nesta segunda-feira, 28, Cleitinho criticou duramente a CBF e a fornecedora de material esportivo Nike. 

— A Copa do Mundo é feita por seleções. As seleções são representadas por sua bandeira. Eu faço uma pergunta para você: a bandeira do Brasil tem vermelho? — perguntou o senador.

A principal crítica de Cleitinho, no entanto, recai sobre o que ele considera uma tentativa de politizar a Seleção em pleno ano pré-eleitoral. 

— Tem tudo a ver com política. Ano que vem é Copa do Mundo e é um ano eleitoral. Eles querem fazer politicagem e ideologia acabando com uma tradição de uma camisa que é verde e amarela — afirmou.

A mudança, no entanto, não afetaria a camisa principal — a tradicional amarela com detalhes verdes —, mas sim o segundo uniforme, que hoje é azul e passaria a ser vermelho.

CPI

O senador afirmou ainda, que, caso a CBF confirme oficialmente a adoção da camisa vermelha para a Copa do Mundo de 2026, pretende abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. O objetivo, segundo ele, seria investigar o presidente Ednaldo Rodrigues. 

— Pois então vamos pedir uma CPI para te investigar, Ednaldo Rodrigues — declarou o senador em suas redes.

Até o momento, a CBF não se pronunciou oficialmente sobre o modelo vazado, e a Nike também não confirmou detalhes sobre a camisa vermelha, que seria lançada apenas se o Brasil garantisse vaga para o mundial.

Cobrança

Outro político mineiro a engrossar o coro de críticas contra a possível mudança no uniforme da seleção foi o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL-MG). 

Ele publicou um vídeo em suas redes sociais demonstrando indignação com a decisão da CBF e associando a alteração da cor da camisa a uma tentativa de intervenção política por parte do governo federal. Para o parlamentar, o uniforme verde e amarelo ultrapassa o campo esportivo e se tornou um símbolo de patriotismo e identidade nacional.

— Será que o PT está querendo mexer até com o futebol? Vale lembrar que a camisa verde e amarela se tornou símbolo de patriotismo. Ednaldo Rodrigues, o senhor deve uma explicação para todos os brasileiros — questionou o deputado. 

Outras prioridades

Enquanto parte dos parlamentares reagiu com indignação à possibilidade de a seleção brasileira adotar uma camisa vermelha, a deputada estadual Lohanna França (PV) seguiu em outra direção. 

Em nota enviada ao Agora, a parlamentar minimizou a importância da polêmica e criticou colegas que, segundo ela, estão desviando o foco de questões mais urgentes e concretas que afetam a população mineira.

— Com tantos desafios importantes no Brasil e em Minas Gerais, é lamentável que alguns deputados tenham escolhido transformar uma camisa vermelha da CBF no maior inimigo. Nós não estamos preocupados com isso. Preferimos olhar para o que realmente importa: a vida do povo mineiro — declarou Lohanna.

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