Advogado detalha dinâmica de emboscada que matou torcedor

Da Redação
A emboscada que matou um torcedor e deixou pelo menos 17 feridos, ocorrida no último sábado, 26, de uma torcida organizada do Palmeiras para uma do Cruzeiro, segue sendo assunto nos noticiários e na Justiça.
O advogado que representa os torcedores atacados na emboscada, Renan Bohus da Costa, deu mais detalhes sobre a dinâmica do crime.
Os torcedores relataram que estavam vindo do jogo, da partida do Cruzeiro contra o Athletico Paranaense. Eles estavam dormindo durante o trajeto, quando foram surpreendidos com torcedores rivais. Parece que arremessaram pregos no chão, e aí eles foram obrigados a parar o ônibus — disse Renan, em entrevista.
De acordo com o advogado, ao descerem do veículo, os cruzeirenses foram surpreendidos pelos torcedores do Palmeiras.
— Começou a ser arremessado coquetel molotov, toda aquela situação do tumulto, da emboscada. A única situação que restou à torcida fazer foi se esconder, sair da situação, para tentar resguardar a vida deles e aguardar a chegada da polícia — finalizou.
Relembre
Um ônibus com membros da Máfia Azul, do Cruzeiro, que retornavam do Paraná após a derrota por 3 a 0 para o Athletico, foi interceptado pela Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras, na madrugada deste domingo (27), na BR-381, na altura de Mairiporã, em São Paulo.
As primeiras informações indicam que a briga foi uma ‘revanche’, após emboscada armada pela Máfia Azul, do Cruzeiro, também na BR-381, em setembro de 2022, na altura de Carmópolis de Minas, na região Centro-Oeste. Na ocasião, o presidente da torcida rival do Palmeiras foi um dos mais agredidos pelos cruzeirenses.
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