Agenda cultural de fevereiro reúne teatro, espiritualidade e artes visuais em Divinópolis

Da Redação
O mês de fevereiro será marcado por uma agenda cultural diversificada em Divinópolis, reunindo iniciativas ligadas às artes cênicas, à espiritualidade e às artes visuais. Em um período de transição para o setor cultural do município, a programação inclui a abertura temporária da agenda do Teatro Municipal Usina Gravatá, antes de uma reforma prevista para 2026, a realização de um dos mais tradicionais encontros religiosos da região e a presença da produção artística divinopolitana em um dos principais equipamentos culturais de Minas Gerais.
As atividades ocorrem em diferentes formatos e espaços, dentro e fora da cidade, e refletem a movimentação cultural de fevereiro, mês que tradicionalmente concentra eventos que dialogam com identidade, memória, convivência comunitária e produção artística.
Teatro Gravatá
A agenda do Teatro Municipal Usina Gravatá estará aberta, de forma excepcional, no período de 5 de fevereiro a 31 de março de 2026. A liberação ocorrerá em etapas e está diretamente relacionada à reforma do equipamento cultural, prevista para este ano, que deve resultar no fechamento temporário do espaço assim que todas as autorizações necessárias forem concluídas.
A medida busca atender a uma demanda recorrente de produtores culturais, artistas e companhias que utilizam o teatro como principal palco da cidade, permitindo que apresentações e eventos sejam programados com antecedência. Ao mesmo tempo, a iniciativa possibilita a organização interna do espaço antes do início das obras, consideradas fundamentais para a modernização da estrutura, melhoria das condições de segurança e adequação técnica do teatro.
De acordo com o secretário municipal de Cultura, Mardey Russo, a intervenção estrutural representa um avanço significativo para o município. A Secretaria Municipal de Cultura informou que novas informações sobre o cronograma das obras e sobre futuras aberturas de agenda serão divulgadas posteriormente.
Rebanhão de Carnaval
Enquanto a cidade se prepara para o período carnavalesco, Divinópolis também recebe a 36ª edição do Rebanhão de Carnaval, que será realizada nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, no Salão Paroquial do Santuário Santo Antônio. Consolidado no calendário de eventos do município, o encontro é promovido pela Diocese e se caracteriza como uma alternativa para quem busca vivenciar o Carnaval a partir de uma proposta de espiritualidade, convivência familiar e reflexão.
O evento é gratuito e aberto à comunidade, com programação das 8h às 18h30 ao longo dos três dias. Entre as atividades estão celebrações religiosas, momentos de oração, pregações, palestras e apresentações culturais, que utilizam a música e o teatro como ferramentas de expressão e acolhimento.
Um dos diferenciais do Rebanhão é a atenção dedicada às famílias. Para o público infantil, o evento reserva o Rebanhinho, espaço voltado às crianças, com atividades de evangelização, brincadeiras e vivências que combinam aprendizado, espiritualidade e diversão. A proposta permite que pais e filhos compartilhem a experiência, fortalecendo vínculos e incentivando a participação de diferentes gerações.
Durante a programação, haverá ainda venda de alimentação no local, oferecendo estrutura para quem opta por permanecer durante todo o dia.
Exposição
A arte produzida em Divinópolis também ganha projeção fora do município em fevereiro. Segue aberta à visitação até o dia 22, na Galeria Genesco Murta, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a exposição “GTO: de Divinópolis para o mundo, arte em madeira e seu legado”.
A mostra reúne esculturas do acervo do Museu Residência GTO e apresenta obras de Geraldo Teles de Oliveira (GTO), além de trabalhos de seu filho, Mário Teles, e de seu neto, Alex Pereira Teles. A proposta estabelece um diálogo entre gerações, evidenciando a continuidade de um legado artístico construído ao longo de décadas e reconhecido no Brasil e no exterior.
Autodidata, GTO desenvolveu uma obra marcada por uma relação profunda com a madeira, material central de sua produção. Suas esculturas apresentam figuras entrelaçadas, simbolismos espirituais e referências à religiosidade popular, ao cotidiano brasileiro e à ancestralidade mineira. Esses elementos ajudaram a consolidar seu estilo singular e a ampliar o alcance de sua obra para além das fronteiras do município.
Ao reunir diferentes fases e gerações de uma mesma família de artistas, a exposição contribui para a valorização da memória cultural e para o reconhecimento da produção artística divinopolitana em um dos mais importantes espaços culturais de Minas Gerais.
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