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Após dia intenso de negociações, greve no transporte é encerrada 

Após dia intenso de negociações, greve no transporte é encerrada 

Lucas Maciel

A greve dos motoristas de ônibus de Divinópolis, iniciada na madrugada desta segunda-feira, 10, paralisou o transporte coletivo da cidade e gerou um intenso dia de negociações. O movimento, que afetou diretamente a rotina de milhares de cidadãos, envolveu o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Divinópolis (Sinttrodiv) e o Consórcio Transoeste, responsável pelo serviço de transporte. A principal reivindicação da categoria era um reajuste salarial de cerca de 50%, enquanto a proposta apresentada pelo consórcio na última sexta-feira, 7, foi de um aumento de 15%, o que foi considerado insuficiente pelos trabalhadores, resultando na deflagração da greve.

Negociações 

Durante o dia, as negociações se intensificaram, com a participação ativa da Prefeitura e da Câmara, que atuaram como mediadores para tentar encontrar uma solução que permitisse a normalização do serviço. Os dois poderes se empenharam em facilitar o entendimento entre as partes, buscando um acordo que evitasse maiores prejuízos para a população. Durante as conversas, os representantes sindicais mantiveram firme a postura de que a proposta inicial não atendia às necessidades da categoria, mas estavam dispostos a avaliar uma nova oferta, caso surgisse uma contraproposta mais vantajosa.

Após intensas horas de diálogo, um acordo parcial foi finalmente alcançado no fim da tarde. Embora a nova proposta ainda não tenha atendido todas as demandas dos motoristas, os representantes do Sinttrodiv consideraram que o novo entendimento foi um avanço nas negociações. Com isso, o movimento grevista foi encerrado, permitindo que o transporte coletivo voltasse à normalidade. 

Relembre

Apesar das reivindicações terem sido enviadas ainda em meados de dezembro, pelo sindicato que representa a categoria, o impasse teve início, de fato, em negociações que ocorreram no fim de fevereiro último. 

Conforme o Agora informou, foram realizadas ao menos três reuniões para que as tratativas fossem realizadas, e no dia 24 de fevereiro, durante mais uma dessas rodadas de conversas, o consórcio TransOeste apresentou uma proposta de reajuste salarial de apenas 4%, que foi prontamente rejeitada.

Para o sindicato, a oferta estava muito aquém das necessidades dos trabalhadores. Esse impasse gerou grande insatisfação entre os motoristas, que buscaram alternativas para pressionar o consórcio a revisar sua proposta.

Com o desfecho insatisfatório dessa rodada de negociações, a expectativa recaiu sobre a assembleia que aconteceu no dia 26 de fevereiro. Durante a reunião, os motoristas discutiram a proposta de reajuste, mas, a decisão foi unânime: a proposta de 4% foi rejeitada. Para os motoristas, o valor oferecido não atendia nem de perto às necessidades da categoria, o que resultou na decisão de paralisar as atividades. 

A paralisação foi então decidida, com a assembleia do dia 26 de fevereiro, levando ao anúncio imediato do estado de greve. O presidente do sindicato, Erivaldo Adami, afirmou que a diferença entre a proposta da empresa e o que estava sendo reivindicado pela categoria era muito grande, o que levou à decisão de não apresentar contrapropostas. 

— A proposta da empresa foi rejeitada por 100% dos motoristas presentes, e a decisão foi não apresentar nenhuma contraproposta, mas sim declarar estado de greve — afirmou Adami, no dia. 

A greve 

Apesar de uma reunião no gabinete do prefeito na última sexta-feira, ter garantido que o transporte não iria parar, até a realização de mais três assembleias que ocorreriam nesta segunda, não foi isso que ocorreu. Os profissionais ficaram sabendo do valor oferecido no encontro, não aceitaram, e ainda na madrugada, decretaram greve. 

Enquanto os motoristas ocuparam a porta da garagem dos ônibus ontem pela manhã, a Prefeitura de tomou medidas imediatas para tentar resolver a situação. Logo pela manhã, uma reunião emergencial foi convocada com os vereadores da cidade, com o objetivo de buscar alternativas para minimizar as consequências para a população. Durante o encontro, os representantes discutiram o cenário e chegaram à conclusão de que a greve era considerada ilegal, o que reforçou a necessidade de uma solução rápida.

Ainda sem um acordo definitivo, uma nova reunião ocorreu à tarde na Câmara. No entanto, não se chegou a nenhuma conclusão que contribuísse com o cenário.

Proposta aceita

Foi apenas no fim da tarde que os diretores do TransOeste, após uma reunião interna, apresentaram uma nova proposta que, finalmente, foi aceita pela categoria.

A oferta inclui um piso salarial de R$ 3 mil, além de R$ 450 de plano de saúde e R$ 700 de vale alimentação. A proposta, embora considerada ainda abaixo do esperado, foi vista como um avanço. 

Com a aceitação, os motoristas começaram a sair da garagem e a paralisação chegou ao fim, trazendo alívio para os passageiros que enfrentaram um dia de dificuldades no transporte coletivo.

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