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Educação

Após mobilização nacional, educação adere a greve geral em Divinópolis

Por Portal Agora
Após mobilização nacional,  educação adere a greve geral em Divinópolis

Rafael Camargos

As mobilizações contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer que foram realizadas na última quarta-feira, 15, em Divinópolis, levaram para as ruas da cidade mais de 2 mil pessoas e 12 sindicatos. Houve também ato público de repúdio à intenção do governo de retirar direitos do trabalhador com a votação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 287/2016. Às ações foram o ponta pé para o início da greve geral dos servidores da educação da cidade. Desde este dia, o Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (SindiUte) vem realizando ações na cidade contra o Governo do Estado que não vem cumprindo o prometido com a classe. Dentre as reivindicações estão: o pagamento do piso salarial e a promoção dos servidores.

De acordo com a diretora de comunicação do SindUte, Maria Catarina Laboré, a greve geral nacional, já é uma prática da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação  (CNTE), no qual o SindUte Minas Gerais é filiado. Até o ano passado, essa greve geral era por tempo determinado, ou seja, durava no máximo três dias. Ainda segundo a diretora, o sindicato enfrentava dificuldades de lidar com a greve na cidade e na região.

— Para nossa alegria, os companheiros envolvidos nessa greve geral, participaram. Eles não imaginam o quanto é importante esta mobilização na educação. Pela primeira vez, estamos fazendo uma greve nacional, geral pela educação. Este ano, o movimento terá uma conotação diferente, será por tempo indeterminado, diante da conjuntura que está sendo colocada — contou Catarina Laborê.

Entenda

A paralisação, visa atender as três pautas: o Município, o Estado e o País.  Os servidores de Minas Gerais têm uma pauta com o governo e estão aguardando uma resposta referente ao documento assinado em 2015.

 — Esperamos a resposta do governo em relação ao que ele assinou que é o pagamento do reajuste do piso salarial profissional nacional. O MEC, já anunciou neste ano que o reajuste foi em torno de 7,5% em janeiro, e o acordado era que, assim que fosse anunciado, imediatamente, já teríamos o reajuste no contracheque, e isso não ocorreu. Em fevereiro, essa diferença não veio — explicou.

Escolas

 Embora a greve já tenha começado, nem todas as escolas estaduais aderiram ao movimento. A Padre Matias Lobato foi uma das que atendeu ao chamado.

 — Nós temos um calendário que começou ontem, e amanhã, começaremos a assinar um abaixo- assinado para que os deputados não votem a favor da reforma. Vamos colocar essa coleta de assinaturas, hoje nas ruas, a partir das 9h, no quarteirão fechado da rua São Paulo; já conversamos com outros sindicatos que irão nos ajudar na coleta. Este é o momento que a população precisa entender a necessidade da cobrança junto aos nossos representantes.

Atividades

As atividades vêm sendo realizadas desde o dia 15, quando foram realizados os atos na praça da Estação com uma caravana os SindiUte de Divinópolis e a mobilização em frente ao antigo Restaurante Popular.

As escolas estaduais que não aderiram à greve receberam a visita de representantes de sindicatos, ontem.  O início da coleta do abaixo-assinado para os deputados da região com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro Oeste de Minas Gerais (Sintram); Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores da Indústria Enérgica de Minas Gerais (Sindeletro); Sindicato dos Bancários de Divinópolis e Região; Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG); Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd/MG) dentre outros, ocorre entre hoje e o dia 27.

No dia 20, será realizada uma assembleia municipal, e na ocasião, será definido o comando da greve.
Já no dia 21, ocorre uma atividade na Câmara Municipal durante reunião dos vereadores.
O sindicato irá debater em Itaúna, o tema Reforma da Previdência, às 18h.  No dia 24, haverá outra reunião no quarteirão fechado da São Paulo. Finalizando o calendário, no dia 27, ocorrerá a coleta de assinatura nos gabinetes dos deputados de Divinópolis e, dia 28, uma assembleia estadual, em Belo Horizonte, encerra as atividades.

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