Apuração e protesto
O caso envolvendo o juiz Ather Aguiar ganhou novos desdobramentos nesta semana. Uma equipe da Corregedoria de Justiça está em Divinópolis nesta semana, especificamente no gabinete onde atuava o juiz. Os representantes do órgão buscam mais indícios nas acusações de assédio moral e agressões contra o magistrado, narrados por ex-estagiários e servidores. Os relatos das vítimas levaram ao afastamento do juiz e seu assessor que seria cúmplice dos atos do seu chefe. Além da busca de mais informações, por meio de uma correição, na Vara da Fazenda Pública, onde o Ather Aguiar atuava, a Ordem dos Advogados do Brasil, OAB/ Divinópolis, organiza um ato em frente ao Fórum. A manifestação está marcada para esta sexta-feira e a expectativa é de um grande movimento. O que não será difícil de acontecer, visto que o que não falta são advogados atuantes que, conforme a Ordem, foram vítimas do magistrado.
Mais um caso
Além das acusações recentes, a OAB relata outras situações envolvendo o juiz. Um deles, ofensas a um advogado em 2019 a um advogado que interpôs um pedido de desagravo público, com decisão unânime na Câmara de Desagravos da OAB-MG. A manifestação que terá a participação do presidente da OAB Minas, Sérgio Leonardo, também é em apoio ao colega de profissão. O órgão espera que o protesto sirva para que o caso do advogado citado e outros sejam severamente apurados. Pelo visto, desta vez, as apurações terão novos rumos.
Vai perder o posto?
No segundo mandato, Newton Cardoso Júnior, pode perder o posto do comando do Diretório Estadual do MDB. O deputado federal vai enfrentar, desta vez, um candidato “doido” para assumir o cargo, o também deputado federal Hercílio Diniz. A diminuição da bancada e a distribuição de recursos entre candidaturas nas últimas eleições estão entre as insatisfações dos que apoiam mudanças na cúpula em Minas. Tem ainda a reclamação de distribuição desigual de recursos para candidaturas nas eleições passadas. A convenção está prevista para o dia 05 de agosto, e daqui até lá, muita articulação nos dois grupos ainda vai acontecer. E as negociações andam tão intensas que até esqueceram de publicar o edital. Se o prazo vencer, já era!
Déficit na segurança
Sem reajuste e possível data para o aumento salarial, o foco na segurança pública voltou a ser o déficit de efetivo na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. A demanda foi apresentada em audiência nesta semana pelos deputados da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), aos comandos da PM e dos Bombeiros. O presidente da Comissão, deputado Sargento Rodrigues (PL) enfatizou que a falta de profissionais é mesmo uma das maiores preocupações, já que, além de afetar os serviços prestados à população, repercute na saúde física e mental dos militares. Se não tem efetivo suficiente, imagine se a quantidade de doentes por sobrecarga, aumenta. Não precisa dizer que num país como o Brasil, sem segurança suficiente, é uma tragédia anunciada.
Números e espera
O Corpo de Bombeiros, segundo a Comissão, conta hoje com 5.692 militares. Três concursos em andamento preveem a entrada de mais 364 praças e 21 oficiais em 2023, totalizando um montante de 6.077 servidores ao final do ano. Já o efetivo total da PM é de 36.348 policiais, com 3.170 novas vagas neste ano, e a corporação planeja nomear 10 mil militares nos próximos três anos. A torcida então é para que estas previsões se concretizem, caso contrário só crescerá o número de municípios que precisam mais de segurança e, consequentemente, na contramão da necessidade, o efetivo diminuirá devido ao comprometimento da saúde dos militares.
Entre as melhores
Que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é uma das melhores do país, não é novidade. Está entre as três melhores federais do Brasil. Agora foi considerada uma das melhores da América Latina, segundo um ranking regional da revista inglesa Times Higher Education. Foram avaliadas nesta edição, 212 universidades de 15 países diferentes. O ranking usa indicadores que avaliam o ambiente de aprendizagem, pesquisa, citações, atuação internacional e contribuição com inovações. Se não faltar apoio financeiro, como no ano passado, a instituição de ensino, que é orgulho dos mineiros, caminha para ficar no topo de outras listas. Quesitos para isso, não faltam.
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