Artista plástica representa Divinópolis em evento nacional

Ge Guevara marcou presença em encontro de Arte Naïf em São Paulo
Da Redação
A artista plástica Ge Guevara enraizada marcou presença no prestigiado Encontro Multidisciplinar Contemporaneidade e o Naïf, realizado nos dias 6 e 7 deste mês, em Batatais, São Paulo. Promovido pela Prefeitura de Batatais em parceria com o Núcleo de Aprendizagem Princesa Isabel (Nuapi), o evento contou com a participação de renomados artistas e especialistas do Brasil.
No decorrer do encontro, Ge Guevara, que também é assistente social, mergulhou em atividades como visitas aos acervos de Batatais, incluindo obras de Cerezo Barredo e Candido Portinari, além de participar da abertura do Salão Nacional de Arte Naïf. O simpósio, realizado na Câmara Municipal daquele município, proporcionou trocas de experiências entre artistas e debates sobre a relevância da arte Naïf no cenário cultural brasileiro.
Ge Guevara levou ao evento sua obra "Inhotim – Ponto de Encontro", uma pintura em acrílico sobre tela, que foi doada para integrar o acervo permanente do Museu Histórico Pedagógico e Galeria Con Silva Naïf, em Batatais.
Arte como resistência
A trajetória de Ge Guevara na arte Naïf começou de forma inesperada durante a pandemia de Covid-19. Surda, ela enfrentou desafios únicos naquele período, como a dificuldade em se comunicar devido ao uso de máscaras, o que impossibilitava a leitura labial. Esses obstáculos a levaram a encontrar na arte uma forma de expressão e resistência.
— Eu recorri à pintura para transformar as angústias daquele momento em formas de resistência. Não pintava antes da pandemia, apenas desenhava de forma despretensiosa, mas a arte me possibilitou romper fronteiras — conta Ge.
A artista, que vê na arte Naïf uma ferramenta de intervenção social, utiliza sua criatividade para refletir sobre desigualdades e exclusões.
— A arte me proporcionou não só a superação de barreiras pessoais, mas também a conexão com outras pessoas, culturas e histórias. Cada exposição é um novo universo a ser descoberto — relata.
Reconhecimento nacional
Em 2024, Ge Guevara teve obras selecionadas para três importantes exposições de arte Naïf: em Socorro (SP), Guarabira (PB) e Batatais (SP). Apesar de não ter conseguido estar presente nas duas primeiras, sua participação em Batatais foi intensamente vivida.
— Divinópolis foi a cidade que escolhi para viver com minha família, e poder levar seu nome para eventos de tamanha relevância é motivo de grande orgulho. Sonho com o dia em que Divinópolis também será palco de uma grande exposição de arte Naïf brasileira — revela Ge, ressaltando sua visão de fortalecer a cultura local.
Além de seu trabalho artístico, Ge Guevara é protagonista do documentário "Ge Guevara: a arte como resistência", dirigido por Adriano Reis, e que foi possível sua realização por causa da Lei Paulo Gustavo, onde foi aprovado. O filme explora sua trajetória, marcada pela superação e pela dedicação à arte e à luta social.
A arte Naïf
A arte Naïf, conhecida por sua simplicidade e espontaneidade, tem em Ge Guevara uma representante que valoriza histórias, culturas e memórias em sua essência. Para ela, cada obra é uma contadora multifacetada de histórias, em cenários que conectam o local ao universal.
Com raízes em Belo Horizonte, mas adotando Divinópolis e Itaúna como suas cidades do coração, Ge Guevara constrói um "triângulo amoroso" geográfico que molda tanto sua vida quanto sua arte. Seu trabalho continua a conquistar espaço e a promover a rica diversidade cultural brasileira, levando o nome de Divinópolis a novos horizontes.
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