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Cultura

Atração da Divinaexpo, DJ Samhara detalha estratégia para cativar público sertanejo com som eletrônico

Por Portal Agora
Atração da Divinaexpo, DJ Samhara detalha estratégia para cativar público sertanejo com som eletrônico
A DJ Samhara toca na Divinaexpo 2018 (Foto: Divulgação)

Ricardo Welbert

Atração da terceira noite de shows da 48ª Divinaexpo, a DJ Samhara conversou com o Agora antes de subir ao palco principal nesta sexta-feira, 1º. Ela se disse bastante feliz com a chance de levar a música eletrônica ao público de um evento sertanejo e explicou como a crise econômica mundial influenciou na valorização dos artistas nacionais.

— É um prazer para mim defender aqui não só a música eletrônica, mas também ser uma mulher nesse meio. Tem tudo a ver, porque o sertanejo é muito bacana, mas o eletrônico pode vir para completar. Esses rodeios têm públicos muito distindos, de várias idades. Já a música eletrônica é conhecida mundialmente. Em qualquer país tem uma boate que toca música eletrônica.Trazer isso pro rodeio, que é de dentro do nosso país, é algo que me deixa muito honrada. Acho que esse é um caminho que está só começando e isso nos desafia a preparar shows bacanas, que todos gostem — comentou.

Apesar de a receita parecer simples, a DJ reconhece os desafios da comunicação com o público sertanejo.

— Acho que às vezes, no começo, pode haver algum estranhamento, por não conhecerem a música eletrônica. Mas depois é muito legal observar como eles vão se soltando à medida em que você vai tocando e ao longo do show. Na hora de compor o set de um show, eu sempre penso em como tocar o coração de pessoas que não estão acostumadas com balada todo fim de semana. Por isso misturo o eletrônico com elementos de pop, rock e funk. Com isso tenho conseguido conquistar essas pessoas — afirma.

Difusão da eletromusic

Perguntada sobre a crescente popularização da música eletrônica no Brasil, Samhara traçou um paralelo desse fenômeno com a rescessão econômica mundial.

— As pessoas não sabem muito a que fato se deu esse "boom" do eletrônico, mas muito foi fruto de uma crise financeira que deixou o dólar muito caro e então ficou muito difícil trazer gringos como o [David] Guetta e outros caras muito grandes. Então começaram a valorizar mais os artistas nacionais. E a gente começou a ter como trabalhar melhor nas festas e começou a se valorizar mais. Então, uma coisa que teoricamente foi ruim, se tornou uma coisa ótima. A tendência é de que isso cresça, pois a cada dia mais DJs fazem trabalhos bacanas — analisa.

A DJ

Natural de Uberaba, no Triângulo Mineiro, Samhara tem nove anos de carreira. Foi a primeira mulher brasileira a tocar no palco do "Tomorrowland Brasil, principal festival de música eletrônica do país. Estreante na Divinaexpo, conquistou a plateia caipira com inteligência, talento e carisma.

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