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Batendo Bola

Batendo Bola

Por Bruno
Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

Diretoria pisou na bola

O Brasileirão chegou ao seu final no domingo, e o Cruzeiro mais uma vez decepcionou sua torcida, não conseguindo a tão sonhada e almejada vaga para a Libertadores do ano que vem. E já começam a pipocar comentários de quem teria sido a culpa pelo fracasso. E nesta história não há como ninguém tirar o corpo fora, pois todos (sem exceção) têm sua parcela de responsabilidade pelo fraco desempenho do time celeste na reta final da competição.

O ‘dono’

E o primeiro a “enfiar o pé na Jaca” foi mesmo quem deveria zelar pelo bom ambiente dentro do clube e, principalmente, dar paz e tranquilidade para que todos fizessem seu papel da melhor forma possível. O apoio e incentivo teria que partir do “cabeça, do patrão”, de quem realmente tinha o poder da caneta e a última palavra. E neste aspecto, Pedro Lourenço, novo dono do futebol do clube, acabou jogando contra o próprio patrimônio. 

A gota d´água

E o trabalho começou a desmoronar ainda sob o comando de Fernando Seabra, quando vazou entrevista de Pedrinho BH cobrando o treinador de escalar os novos contratados, que chegavam ao clube custando milhões de seu bolso. E foi aí que “o tiro saiu pela culatra”, e nem adiantou tentar amenizar o estrago depois.

A insatisfação já estava instalada e, porque não dizer, o grupo acabou “rachado” e sentindo mais do que devia. Ao questionar a capacidade daqueles que estavam no clube - e que vinham fazendo um grande trabalho – Pedrinho destruiu o que de mais sagrado pode existir para um jogador de futebol, a confiança. E sem saber como seria dali para frente, muitos viram seu desempenho em campo descer ladeira abaixo. E já não tinha como remediar, o estrago já estava feito.

Mas teve pior

Ah, se teve! Ao fazer cumprir sua palavra, demitindo Seabra por causa de uns poucos resultados negativos (e a bem da verdade, causados mais pela sua enfadada entrevista, o dirigente enfiou de vez o pé pelas mãos e sepultou qualquer chance de recuperação do time. E aí tiro até a responsabilidade dos jogadores da reta, porque é impossível a qualquer atleta se adaptar a uma mudança repentina de trabalho, e o que é pior, jogando num esquema ultrapassado e já manjado por todos os adversários. Foi aí que o caldo entornou de vez.

Teimosia

Todo grande treinador – pelo menos os mais famosos e de credibilidade – nunca cometeriam a asneira (burrice mesmo) de mudar o esquema de jogo com um campeonato em andamento. Procuraram em primeiro lugar, aproveitar o que de bom vinha sendo feito, para ir mudando aos poucos. Mas não, se achando o dono da verdade, o tal de Diniz tratou de enfiar goela abaixo de todos à sua volta o seu ultrapassado modo de enxergar o jogo. E deu no que deu. Da ponta da tabela e brigando pelas primeiras posições, a Raposa passou a ter desempenho medíocre e se não fosse pelo que Seabra havia conquistado nas primeiras rodadas iria mais uma vez lutar contra o rebaixamento.

Menos mal, que ainda tenha dado para salvar uma posição na parte de cima da tabela, mas às custas do trabalho de seu antecessor.

Prepotente

E o tal de Fernando Diniz é tão prepotente, que ainda tentou se fazer de vítima na rodada final. Em entrevista – que todo o Brasil acompanhou – lamentou estar sendo demitido (como dizia ele, pela imprensa) e não poder dar continuidade a seu trabalho, que para ele caminhava a contento. E, ao que parece, logrou sucesso em sua choradeira, sensibilizando os “burros” donos da Raposa, que ontem decidiram pela sua permanência no cargo.

Fica, para pior

Para decepção da China Azul, que queria o treinador longe da Toca da Raposa, ela ainda terá que aturar o tal de Diniz por mais algum tempo. Notícias da tarde de ontem dão como certa a continuidade do trabalho para 2025. Em reunião entre o técnico e dirigentes foi decidido pelo “fico” de Diniz, para tristeza da maioria dos torcedores da Raposa.

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