“Caminhada Pela Vida” da Acom chega a 14° edição em Divinópolis

Da Redação
O “Outubro Rosa”, mês da conscientização sobre o câncer de mama, é marcado por diversas ações. A temática abordada é importante para prevenir e combater a doença. Em Divinópolis, a Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas (Acom) realizou diversas atividades, a “Caminhada Pela Vida”, que chegou a sua 14ª edição.
Além disso, em uma das entrevistas da campanha feita pelo Agora, a fisioterapeuta oncológica, Dayane Gonçalves explicou como a recuperação e prevenção da doença podem ser influenciadas positivamente com o auxílio fisioterapêutico.

Outubro Rosa
O movimento de conscientização sobre o câncer de mama, que hoje é conhecido como “Outubro Rosa”, é uma campanha internacional, criada no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.
Durante este mês, vários eventos, palestras e entrevistas são realizadas com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnósticos e de tratamento, contribuindo para a redução da mortalidade.
Entrevistas
Rodas de conversas, entrevistas, coberturas e outros movimentos sobre o mês foram acompanhadas apoiadas pelo Agora. Diversos profissionais das áreas da psicologia, ginecologia, fisioterapia e claro, da oncologia.
Neste espaço, cada um dos entrevistados abordaram questões específicas relacionadas à atuação de cada uma destas áreas.

Fisioterapia
Em uma destas rodadas, a fisioterapeuta oncológica da Acom, Dayane Gonçalves explicou sobre a relação da fisioterapia com o tratamento contra o câncer.
— A fisioterapia faz parte da equipe multidisciplinar durante o tratamento oncológico e é muito importante que esse paciente seja acompanhado durante todo o processo para que amenize todos os sintomas, todas as reações ao tratamento e que ele tenha bem estar e qualidade de vida durante todo o processo de tratamento — disse.
Dayane ainda ressalta sobre a atuação da fisioterapia oncológica no tratamento contra as reações da quimio e radioterapia. Ela destaca a atuação dos profissionais da área desde o início e não quando o paciente já apresenta redução motora, como é comum.
— Às vezes o paciente, tem um receio de procurar por atendimento, às vezes ele vai procurar a fisioterapia só quando há uma complicação, quando não tá conseguindo levantar o braço, está se sentindo cansado, perdendo peso, emagrecendo e assim fica bem enfraquecido. E não, né, a fisioterapia ela atua, né, desde o início mesmo do diagnóstico para promover uma melhor condição física, um melhor condicionamento cardiorrespiratório para esse paciente — comentou.
A profissional ainda comenta sobre o quão gratificante é a profissão e o impacto que ela pode causar na vida do paciente que está passando pelo tratamento da doença.
— É muito gratificante mesmo trabalhar nessa área porque a gente promove um bem-estar para o paciente, mas não só a gente, durante o tratamento a gente faz esse trabalho, mas a gente vem com o trabalho de prevenção também, a gente orienta essas campanhas de conscientização que são importantes, porque a gente acha que é o “Outubro Rosa” todo mundo sabe, mas nem todo mundo sabe, nem todo mundo procura por atendimento — completa.

Caminhada da Acom
A Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (Acom), realiza anualmente a “Caminhada Pela Vida”. Neste ano, a edição chegou na 14ª caminhada e reuniu centenas de pessoas.
A concentração saiu da Praça da Catedral, na manhã do último sábado, 26. Durante o dia, várias ações foram realizadas, com o intuito de celebrar a luta contra o câncer de mama.
O Agora conversou com representantes da Acom, e pacientes que estavam presentes na caminhada, como explica o gerente geral da Acom, Igor Oliveira.
— Nós estamos aqui hoje, né, pela 14ª vez organizando esse movimento trazendo diversas atrações para população. Mas o importante mesmo é lembrar a mulher do autoexame, dos precoces que ela pode fazer todo ano, né, não só o de mamma, mas também o ginecológico, que são muito importantes. Para detectar a doença, para aumentar a taxa de cura —orienta.
Criado na década de 90, em Nova York, o “Outubro Rosa” nasceu de uma caminhada, onde várias pessoas se reuniram para realizar a campanha de conscientização. Após mais de 30 anos, o movimento cresceu e tomou grandes proporções, como explica o técnico de enfermagem, Tulio Henrique.
— Hoje a gente está aqui, juntamente com a população de Divinópolis, para poder conscientizar o pessoal sobre a prevenção inclusive, e sobre o que a gente faz para poder prevenir esse câncer. O “Outubro Rosa” começou assim como a gente está fazendo hoje, a partir de uma caminhada como essa, e olha como já chegou — disse.
Além disso, ele também destaca sobre o objetivo tão importante que todos os movimentos que o “Outubro Rosa” desempenham.
— Hoje nós estamos aqui para poder falar para a população sobre a importância da prevenção contra o câncer de mama. Além de realizar o autoexame, é importante se alimentar bem e fazer atividade física, inclusive procurar um profissional para a gente se autoavaliar. Em relação ao câncer de mama, a prevenção salva vidas — complementou.

A caminhada da Acom também contou com exemplos de superação do câncer de mama. O Agora também conversou com Fernanda Maria que paciente da Acom a 2 anos e compartilhou um pouco sobre o sentimento de estar no evento pela primeira vez, curada da doença.
— A minha grande emoção é porque eu estou curada, graças a Deus, e é uma honra pra mim, pela primeira vez, participar desse evento muito lindo. É muito gratificante pra mim ter passado por tudo e ter conquistado a vitória agora — contou.
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