Cardiologia e ortopedia: conheça as especialidades do hospital regional

Da Redação
Mais um passo importante na retomada do hospital regional em Divinópolis foi dado nesta semana. Prefeitos da Macrorregião Oeste de Minas Gerais se reuniram na terça-feira para a assinatura do pacto assistencial do hospital regional. O documento estabelece as especialidades e atendimentos a serem oferecidos na unidade.
Com base no estudo, definiu-se por:
- Rede Materno Infantil: pré-natal de alto risco para as microrregiões desassistidas atualmente (Formiga, Pará de Minas, Bom Despacho e Itaúna), atendimento à gestão de alto risco para a Macrorregião, Centro de Parto Normal (CPN) para a micro Divinópolis, cirurgias pediátricas eletivas e de urgência;
- Rede de atenção psicossocial;
- Cardiologia (cirurgias cardiológicas, stent, CATE, grande demanda, cirurgia vasculares, endopróteses carótidas, by-pass vasculares);
- Neurologia (neurocirurgias vasculares-aneurisma cerebrais);
- Ortopedia;
- Obesidade (habilitação em alta complexidade na linha de cuidado ao indivíduo com obesidade e sobrepeso);
- Oftalmologia (habilitação em unidade de atenção especializada em oftalmologia de média e alta complexidade e Centro de Referência em Oftalmologia);
- Grandes queimados;
- Parcerias: Outra importante definição é a parceria com instituições de ensino, sendo o hospital regional um dispositivo de fortalecimento do SUS e hospital universitário de formação de recursos humanos e de desenvolvimento de tecnologia para a área da saúde.
Durante a apresentação, expôs-se também as sugestões para a divisão dos leitos, que está provisoriamente assim:
- Unidade de Terapia Intensiva: 30 UTIs Adulto (sendo 3 para queimados), 10 UTIs Pediátrica, 8 UTIs neonatal, 8 unidades de cuidados intensivos (UCI) e 4 canguru (unidades hospitalares cuja infraestrutura física e material permita acolher mãe e filho para prática do método canguru);
- Clínica Médica (clínica geral e saúde mental): 34 leitos;
- Clínica Cirúrgica (cirurgia geral, ortopedia/traumatologia, cardiologia/hemodinâmica, cirurgia vascular/endovascular, neurocirurgia, otorrino, oftalmologia, urologia, grande queimado): 40 leitos;
- Pediatria clínica: 10 leitos;
- Pediatria cirúrgica: 10 leitos;
- Obstetrícia clínica: 20 leitos;
- Obstetrícia cirúrgica: 10 leitos;
- Gestação de Alto Risco: 12 leitos;
- Centro de Parto Normal (intra-hospitalar Tipo II): 3 PPP.
De acordo com o documento assinado, o Hospital Regional de Divinópolis será um hospital geral com serviços de alta complexidade e, considerando as propostas de incorporação de serviços de média complexidade hospitalar, ele terá potencial para ampliar o acesso da população da macrorregião, ofertando uma assistência mais qualificada e integral, podendo reduzir o tempo de espera para a realização de procedimentos eletivos.
Autoridades
Uma das autoridades políticas que há mais tempo acompanha a situação, o deputado federal Domingos Sávio (PL) celebrou o anúncio.
— Aqui começa uma outra grande obra, eu diria a obra humana, de construir as condições para o bom funcionamento para salvar vidas — ressalta.
Domingos defendeu a união entre os prefeitos e reforçou que, em Brasília, vai articular recursos e apoio junto ao governo federal.
— A união de esforços entre todas as autoridades da região tem que ser uma marca desse hospital. Esse grande hospital será o elo que vai integrar uma rede, com o Samu e com os hospitais que existem em cada cidade. Em breve, as pessoas serão recebidas em hospital público, com respeito, com valor, com ambiente adequado. Mas, sendo concluída a obra física, começa a maior obra, a obra humana de funcionar e salvar vidas — destaca.
O prefeito Gleidson Azevedo (PSC) afirmou que o próximo passo é “colocar o hospital em funcionamento”.
— Esse hospital regional é um grande investimento para toda a população e ele é de todos nós. O mais importante, quando ele estiver pronto, é fazê-lo funcionar, que quando o cidadão estiver precisando de um atendimento digno, que ele consiga ser atendido rápido. Parabéns a todos os profissionais que lutaram pela construção e funcionamento da unidade de saúde — pontuou.
Quem também esteve presente na solenidade foi o secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (Cis-Urg Oeste), consórcio que administra o Serviço de Atendimento Móvel de Urgencia (Samu) na região. José Márcio Zanardi citou a importância da obra para aqueles que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).
— Neste evento, promovido pela Prefeitura de Divinópolis nós, do Cis-Urg apoiamos a iniciativa para que o máximo de prefeitos estivessem presentes e pudessem assinar o pacto assistencial que é uma construção coletiva de todos os gestores dos 53 municípios da Macrorregião Oeste. Sabemos que a Prefeitura de Divinópolis, como gestora plena do SUS na cidade, poderia fazer isso sozinha, mas ela colocou isso à disposição de todos, para uma construção coletiva. Por isso, damos os parabéns — salientou.
A previsão é que o hospital regional seja concluído ainda no primeiro semestre de 2025.
Foto: Divulgação/PMD
Objetivo é suprir carências na região
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
