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Cleitinho defende fim da escala 6x1: ‘Quem critica não tem empatia’

Cleitinho defende fim da escala 6x1: ‘Quem critica não tem empatia’

Matheus Augusto

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) voltou a defender o fim da escala 6 por 1. Durante a reunião do Senado nesta terça-feira, 13, o parlamentar citou o desgaste físico e mental dos funcionários e cobrou os políticos de direita para que abracem a pauta. 

‘Não tinha tempo’

Em seu pronunciamento, Cleitinho relembrou a ausência de seu pai, que morreu neste ano aos 70 anos, em diversos momentos de sua vida devido ao trabalho. 

— Meu pai, sempre que chegava em casa, já deitava para dormir para acordar no outro dia para trabalhar. Meu pai não ia nos jogos de futebol. Meu pai não foi nas apresentações que eu fiz quando era cantor. Nunca ia. Meu pai não parava o dia para poder me ensinar. Ele não fazia porque não queria. Era porque não tinha tempo, sempre trabalhou — contou, ao definir a escala do pai como 7 por 0. 

Para ele, a situação é desumana e não deve estar atrelada a partidos políticos. 

— Que a gente tire a questão de ideologia. É questão de dignidade humana. Quem vai criticar é porque não tem empatia pelo próximo, quem não faz essa escala — argumentou. 

Muitas reformas

Cleitinho citou os inúmeros projetos aprovados no passado. 

— Já teve aqui Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, já passaram todas as reformas que precisavam para ferrar com o povo. Por que não pode ter algo que beneficie o povo? — questionou. 

Ao expressar seu respeito a opiniões contrárias, pediu que, mesmo aqueles que defendem a manutenção da escala, assinem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para ela ser colocada em discussão. 

— Se o texto está errado, não está legal, que nós possamos fazer um texto melhor — citou. 

Em sua avaliação, é plenamente possível propor alterações, incluindo buscando o equilíbrio e reduzindo impostos para amenizar os possíveis impactos aos trabalhadores. 

— A gente fica aqui, às vezes, quase dois meses sem fazer nada. Vamos discutir o que realmente muda a vida das pessoas — pontuou. 

Direita

Em seu pronunciamento, Cleitinho também cobrou os políticos de direita para abraçarem a pauta. 

— Não deixem a esquerda fazer. Vamos a direita fazer. A direita tem a obrigação de ajudar o trabalhador e o empresário. (...) Não quero saber se veio de PT, de Psol, de qual partido. Eu quero saber sobre dignidade humana — ressaltou. 

Para o senador mineiro, a classe política não tem moral para avaliar se o funcionário está trabalhando pouco ou muito. Disse, ainda, ter recebido mensagens de eleitores de direita e esquerda favoráveis ao fim da jornada 6 por 1. 

Experiência

Segundo Cleitinho, um de seus amigos é dono de uma loja de franquia em Divinópolis e reclama da dificuldade de contratar funcionários. 

— Os funcionários não querem trabalhar nessa escala. (...) Como tem motivação para trabalhar? — pontuou. 

Citou, por exemplo, a rotina dos trabalhadores de supermercados. 

— A gente vem aqui para poder usufruir da vida ou apenas os políticos que podem usufruir? — indagou. 

Proposta 

A PEC, da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), limita o trabalho a 8 horas diárias ou 36 semanais, em quatro dias por semana. O texto, apresentado em maio, deve finalmente entrar em tramitação na Câmara. Após pressão popular nas redes sociais, a PEC obteve 194 assinaturas para dar início ao andamento nas comissões. Eram necessárias 171. 

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