Colocando tempero no Mineiro

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Quando Mano Menezes “cutucou” os rivais, na primeira rodada do estadual, todos sabiam que à primeira oportunidade a resposta viria. Nada no futebol fica impune, e sempre tem um dia após o outro. Quem fala o que quer, muitas vezes acaba ouvindo o que não quer. Simples, assim!
Para quem está se doendo por está ou aquela declaração, de qualquer uma das partes, fica aqui um conselho: deixe que digam, que pensem o que querem, afinal isso só vai fazer bem ao estadual. Nada melhor que uma boa polêmica para acordar o torcedor e dar um novo tempero ao Campeonato Mineiro.
Verdade maior que esta não há!
Desde que se respeite o limite do tolerável, não ultrapasse o bom senso e nem se passe para as ofensas gratuitas, defender pontos de vista é mais que um direito, é um dever de todos.
Arbitragem em “xeque”
Mas que a arbitragem nas Minas Gerais está precisando de uma reciclagem, lá isso está. Principalmente nos duelos de Cruzeiro e Atlético, até aqui, são muitas as falhas e não há como se negar que os grandes prejudicados foram sempre os clubes do interior. Quero ver, agora, como vai se portar o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol (FMF), Giulliano Bozzano. Na primeira rodada, ele defendeu com unhas e dentes o árbitro que “inventou” um pênalti para o Atlético. E agora? Como será?
Os erros se repetiram e até um cego viu isso na rodada do final de semana. Não há desculpa. É falta de preparo da arbitragem, mesmo. Senão vejamos:
Na partida de sábado, vitória do Atlético frente a Tombense, o gol anulado, de forma equivocada pelo bandeirinha, e o pênalti de Lucas Pratto, que deu um carrinho e colocou, sim, a mão na bola dentro da grande área, poderiam ter mudado o resultado da partida.
Mas, como foi 3 a 0 para o Atlético? Mas, e daí? Com o gol de empate ainda no primeiro tempo, a história do jogo poderia ser outra. Verdade ou mentira? Que cada um julgue como quiser.
Já na partida de domingo, o Cruzeiro levou a melhor sobre o Tricordiano com um gol irregular. Sim, o Ábila estava impedido quando recebeu a bola. Mas teve muito mais erros no jogo.
O Brian fez pênalti no atacante do Tricordiano ainda no primeiro tempo, e a bandeirinha Helen Aparecida Gonçalves, parou de forma equivocada, dois ataques promissores do Cruzeiro.
Tudo bem que um erro não justifica o outro, mas temos que admitir que eles aconteceram, sim, e até aqui os grandes prejudicados foram sempre os clubes do interior.
A solução, agora, é que cada um vista a carapuça que lhe caiba e que e Bozzano assuma de uma vez por todas o seu papel, com responsabilidade, colocando para trabalhar sempre os melhores árbitros. É tudo que se quer e se pede.
Nem mais e nem menos!
MANGUEIRAS BRASIL
Deixando o cavalo passar arriado
Quando Mano Menezes dá declaração de que ainda não tem time titular no Cruzeiro. E mais, quando ele resolve dar oportunidade a que todos mostrem seu potencial, era de se esperar que os atletas fizessem por merecer este gesto de confiança de seu comandante. Mas não foi isso que aconteceu no final de semana.
Jogadores como o lateral esquerdo Brian e o meia atacante Elber (só para ficar apenas nestes dois), perderam foi uma grande oportunidade de mostrar ao treinador, e também à torcida, que fazem por merecer um lugar no time de cima da Raposa.
Mas não foi isso que aconteceu. Jogaram abaixo da crítica, como de resto quase todo o time não jogou foi nada mesmo, e saem atrás dos companheiros neste início de temporada.
Como diz o ditado popular, eles deixaram o cavalo passar arriado, e agora será difícil terem uma nova chance. Impossível, não é, pois eles têm qualidades para dar a volta por cima, mas será difícil encontrar uma partida como a de domingo, quando a Raposa teve pela frente um adversário que lhes oferecia chances para mostrar trabalho. Não conseguiram jogar nada e ainda levaram desconfiança aos torcedores. Para os dois, a situação ficou bem mais difícil.
De onde menos se espera, vem a solução
Neste início de temporada, com o técnico Roger Machado ainda conhecendo os atletas que tem à sua disposição na Cidade do Galo, poderia se falar em vários nomes para serem os protagonistas neste novo time do Atlético.
Como dizem, e com razão, que as soluções dos problemas vêm de onde menos se espera, parece que o treinador alvinegro tirou um “Coelho” da cartola e encontrou o jogador certo para compor o meio campo do time. Pelo menos, enquanto não tem todos os atletas à sua disposição.
O “coringa” Danilo agora é o nome da vez. Foi o dono do jogo no duelo contra a Tombense e tem tudo para arrumar este meio campo do Galo. É cedo para se fazer apostas, mas pelo que jogou no sábado ele pode muito bem ser a solução.
Agora, é esperar os novos capítulos para conferir se Danilo será mesmo uma verdade ou apenas mais um balão de ensaio.
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