Concessionária responsável da MG-050 se pronuncia sobre erro em processo de atropelamento

Da redação
A Concessionária responsável pela Rodovia MG-050, emitiu um posicionamento oficial nesta sexta-feira, 5, sobre o erro processual que gerou repercussão e crítica pública: a inclusão do nome de uma vítima fatal de atropelamento no rol de testemunhas de sua própria ação judicial.
Em nota, a empresa afirma que a inclusão da Sra. Francisca de Fátima da Silva, morta em fevereiro de 2022, na lista de testemunhas apresentada em setembro de 2023, foi "um erro material na elaboração do documento jurídico".
— O equívoco foi identificado e os esclarecimentos já foram prestados nos autos — diz a concessionária. — Não houve qualquer intenção de desrespeito à memória da vítima ou à sua família — conclui.
A empresa reconhece a gravidade do deslize e informa que "reforçou seus procedimentos internos de revisão de documentos para evitar que situação semelhante volte a ocorrer".
— Lamentamos sinceramente o ocorrido e manifestamos profundo respeito à memória da vítima e aos seus familiares — continua o comunicado.
A concessionária reafirma ainda seu "compromisso com a transparência, com a responsabilidade no tratamento das informações e com a colaboração integral às autoridades competentes para o completo esclarecimento dos fatos".
Contexto
Francisca de Fátima da Silva, de 56 anos, morreu atropelada na noite de 13 de fevereiro de 2022, no bairro Quintino, em Divinópolis. Quase dois anos depois, em setembro de 2023, advogados da concessionária apresentaram petição em que listavam o nome da falecida como uma das testemunhas a serem ouvidas.
O caso é alvo de uma ação de indenização movida por quatro familiares de Francisca, com valor da causa estimado em R$ 266 mil. O processo tramita na Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Divinópolis.
A concessionária mantém em sua defesa a tese de que o atropelamento ocorreu devido a uma "conduta inadequada do pedestre". A família da vítima contesta essa versão.
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