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Economia

Consumo nos supermercados mineiros cresce 2,85% no primeiro semestre

Região encerra com alta de 2,87% e fica dentro do desempenho médio registrado em Minas Gerais

Por Redação Jornal Agora · Redação· 5 min de leitura
Consumo nos supermercados mineiros cresce 2,85% no primeiro semestre

Jorge Guimarães 

O consumo das famílias nos supermercados de Minas Gerais apresentou crescimento de 2,85% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado demonstra uma evolução positiva nas compras realizadas pelos consumidores mineiros, apesar das oscilações registradas ao longo dos meses.

Pesquisa

A pesquisa, realizada mensalmente pela Associação Mineira de Supermercados (Amis), considera números já ajustados pela inflação, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado sinaliza uma leve, porém importante retomada do consumo, apontando maior confiança dos consumidores e um cenário de gradual recuperação no varejo supermercadista mineiro.

Junho

Em junho, o movimento também ficou acima do registrado no mesmo mês de 2025, com avanço de 2,83%. Na comparação com maio deste ano, entretanto, o desempenho apresentou retração de 2,02%.

— Mesmo com a queda na comparação mensal, o resultado acumulado até junho mantém o setor supermercadista mineiro em trajetória positiva, indicando que as famílias continuam movimentando o comércio e garantindo um ritmo de consumo superior ao observado no primeiro semestre de 2025 — avaliou o economista Lázaro Ribeiro.

Dados 

Os dados sobre o consumo das famílias nos supermercados de Minas Gerais foram apresentados pelo presidente-executivo da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Claret Nametala, durante a abertura do Super Encontro Varejista (Sevar), realizado na última semana, em Divinópolis.

Segundo Claret, a retração registrada em junho na comparação com maio já é considerada uma movimentação tradicional para o período, principalmente em razão do efeito calendário. Neste ano, porém, a queda foi menor. O consumo recuou 2,02% de um mês para o outro, enquanto, em 2025, a retração havia chegado a 3,86%.

Eventos

Para o presidente-executivo da Amis, o calendário de eventos também exerce influência direta sobre o desempenho do setor. A Copa do Mundo de futebol, por exemplo, costuma impulsionar a procura por produtos como bebidas, carnes e petiscos, especialmente durante a participação da Seleção Brasileira na competição.

Outro período que movimenta os supermercados é a temporada das festas juninas. A procura por produtos típicos da época contribui para aquecer as vendas, embora, conforme explica Claret, sejam itens que normalmente apresentam menor valor agregado.

Mesmo diante da retração registrada na comparação mensal, o desempenho do primeiro semestre permanece positivo, no consumo das famílias mineiras em relação ao mesmo período de 2025. 

— Os números reforçam a importância dos eventos sazonais e do calendário no comportamento de compra dos consumidores e no movimento do setor supermercadista — pontuou o executivo.

Confiança no crescimento 

Apesar da retração de 2,02% no consumo em junho, na comparação com maio, o resultado não altera as perspectivas de crescimento do setor para este ano. A avaliação é do presidente-executivo.

Segundo Nametala, o desempenho acumulado no primeiro semestre, que apresentou alta de 2,85% em relação ao mesmo período de 2025, mantém a confiança do setor para os próximos meses. A expectativa é alcançar um crescimento de 3,45% no consumo das famílias ao longo de 2026, projeção estabelecida no início do ano.

Claret Nametala avalia que o resultado do primeiro semestre demonstra que o setor segue em uma trajetória positiva e reforça a possibilidade de alcançar a meta projetada. Para ele, a movimentação dos consumidores, mesmo diante das oscilações mensais, permite manter o otimismo em relação ao desempenho do varejo supermercadista mineiro.

O presidente-executivo da Amis, entretanto, chama a atenção para o cenário econômico internacional, que continua gerando preocupações e pode influenciar a atividade econômica. A expectativa, segundo ele, é de que as incertezas no ambiente global sejam solucionadas o mais rapidamente possível, contribuindo para um cenário mais favorável ao consumo e aos negócios.

— Com o semestre encerrado em alta, o setor supermercadista mineiro entra na segunda metade de 2026 mantendo a aposta em um ritmo de crescimento capaz de levar o consumo a uma expansão de 3,45% até o fim do ano — definiu Claret.

Regiões

Todas as regiões pesquisadas apresentaram avanço no acumulado do ano, reforçando a importância do setor supermercadista para o abastecimento das famílias e para a movimentação da economia regional.

Na liderança do ranking aparece a região que reúne o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, com crescimento acumulado de 3,21%. Na sequência, vem a região Sul, que registrou alta de 3,18%, seguida pela região Central, com avanço de 2,95%.

O Centro-Oeste mineiro também apresentou desempenho positivo e encerrou o primeiro semestre com crescimento acumulado de 2,87%, resultado que acompanha a tendência observada no estado e demonstra a manutenção do ritmo de consumo na região.

Na sequência aparecem as regiões do Rio Doce, com 2,86%, Norte, com 2,78%, e Zona da Mata, com 2,72%.

— A expansão registrada em todas as regiões evidencia um comportamento mais equilibrado do mercado e reforça a presença dos supermercados como um dos segmentos importantes para a economia mineira, tanto no atendimento às necessidades das famílias quanto na geração de movimentação comercial em diferentes áreas do estado — avalipu o economista.

Aberturas

O setor supermercadista de Minas Gerais registrou 23 novas lojas no primeiro semestre de 2026, considerando apenas unidades efetivamente novas. A Amis projeta a abertura de 78 lojas até dezembro, com expectativa de maior ritmo no segundo semestre.

As inaugurações também contribuíram para o mercado de trabalho, gerando 2.055 empregos diretos. Para a entidade, os números reforçam a importância do setor para a economia mineira, tanto pelos investimentos quanto pela geração de oportunidades.


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