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Polícia

Da apreensão à destruição: forças de segurança enfrentam o tráfico na região

Operação em Divinópolis retirou diferentes drogas de circulação, enquanto Pompéu incinerou mais de 110kg de entorpecentes

Por Jonny Reisle · Redação· 3 min de leitura
Da apreensão à destruição: forças de segurança enfrentam o tráfico na região

A atuação das forças de segurança contra o tráfico de drogas passa por diferentes etapas, desde a retirada dos entorpecentes das ruas até a destruição do material apreendido. Em Divinópolis e Pompéu, duas ocorrências recentes ilustram esse trabalho. Enquanto a Polícia Militar apreendeu diferentes tipos de drogas e prendeu um homem suspeito de tráfico no bairro Porto Velho, a Polícia Civil incinerou aproximadamente 110,95 quilos de substâncias entorpecentes que estavam vinculadas a procedimentos policiais e judiciais no município de Pompéu.

Combate

Em Divinópolis, a ocorrência foi registrada na noite desta quarta-feira, 7, durante uma operação da 142ª Companhia da PM, com apoio do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (GEPAR). As equipes realizavam diligências voltadas ao combate ao tráfico de drogas no bairro Porto Velho quando localizaram o material e prenderam um homem suspeito de envolvimento com a atividade criminosa.

Segundo a PM, foram apreendidas uma barra e 23 porções de maconha, 180 pedras de crack, quatro papelotes e quatro porções de cocaína, além de uma porção de haxixe. Também foram encontrados uma balança de precisão, materiais utilizados para embalar os entorpecentes e uma agenda com anotações.

O suspeito foi preso e encaminhado, juntamente com os materiais recolhidos, para as providências cabíveis. A apreensão reúne diferentes tipos de drogas e instrumentos associados à preparação e comercialização dos entorpecentes, retirando de circulação um conjunto de materiais que, segundo a polícia, estaria relacionado à atividade de tráfico na região.

Material acumulado

Enquanto a ocorrência de Divinópolis representa uma ação pontual de combate ao tráfico, a incineração realizada em Pompéu demonstra uma etapa posterior do trabalho das forças de segurança: a destinação das drogas que já foram apreendidas e passaram pelos procedimentos necessários para sua destruição.

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A PCMG incinerou 110.950,36 gramas de substâncias entorpecentes, o equivalente a aproximadamente 110,95 quilos. O material estava relacionado a diferentes procedimentos policiais e judiciais e foi reunido em 13 caixas e três invólucros individualizados.

Antes da destruição, os policiais fizeram a conferência de 869 registros de materiais. Cada item foi identificado e relacionado ao respectivo registro de ocorrência, procedimento no sistema PCnet, laudo pericial e peso correspondente. O procedimento teve como objetivo garantir a rastreabilidade dos entorpecentes e preservar a cadeia de custódia.

Após a conferência, as drogas foram incineradas. A destruição foi formalizada por meio do Auto de Incineração e Destruição de Substâncias Entorpecentes, acompanhado da relação individualizada dos 869 registros.

A medida foi realizada em cumprimento a uma decisão da Vara Única da Comarca de Pompéu, seguindo as cautelas previstas na Lei nº 11.343/2006, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad). Além de garantir a destinação adequada dos entorpecentes, a incineração reduz os riscos relacionados ao armazenamento prolongado de substâncias ilícitas em unidades policiais.

Problema nacional

As duas ocorrências fazem parte de uma realidade que ultrapassa os limites dos municípios. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que mais de 1,6 mil toneladas de drogas foram apreendidas no Brasil em 2025, em aproximadamente 4,5 mil apreensões por dia. O número representa crescimento superior a 5% em relação ao ano anterior e foi o maior volume registrado pelas autoridades policiais nos últimos cinco anos.

A maconha respondeu por quase 90% de todo o material apreendido no país. O volume nacional ajuda a dimensionar a estrutura necessária para combater o tráfico, desde as operações responsáveis por localizar e retirar os entorpecentes de circulação até os procedimentos de perícia, armazenamento, controle e, posteriormente, destruição das drogas.


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