Diretora do Cruzeiro se posiciona contra Brasileirão Feminino com 20 equipes

José Carlos de Oliveira
O Cruzeiro se mostra contra as mudanças no Brasileiro Feminino. Principal competição da modalidade ao nível nacional, o campeonato pode ter 20 equipes, conforme desejo do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues. Ainda não houve uma reunião da entidade com os clubes, mas o time mineiro já se declara contrário à possibilidade.
— O Ednaldo (presidente da CBF) deu uma entrevista, e ventilou isso. O Cruzeiro é contra. O Cruzeiro é a favor de um crescimento orgânico, se a questão é aumentar o número de clubes disputando o Campeonato Brasileiro A1, tem que ser de maneira orgânica — disse a gestora da modalidade no clube mineiro, Bárbara Fonseca.
Na sequência, ela detalhou os motivos de sua posição.
— Porque senão vamos deparar com equipe pegando a vaga para preencher, ter 20 clubes, equipes que ainda não estão preparadas para vivenciar o que é a primeira divisão do Campeonato Brasileiro Feminino, que é de muita competitividade — enfatizou.
Rebaixamento do Atlético
Ademais, a gestora celeste seguiu detalhando os motivos da posição do Cruzeiro, citando o Atlético, que foi rebaixado em 2024.
— Chegar para ser um clube que todo mundo vai olhar, falar que vai ganhar, isso não empodera. Então, esse crescimento tem que ser orgânico, e tem que respeitar as legislações pertinentes ao futebol. Se a previsão no regulamento era que as equipes que ficaram nos últimos quatro lugares fossem rebaixadas, isto deve ser cumprido — defendeu.
Maior rival do Cruzeiro, o Atlético foi rebaixado à Série A2 do Brasileirão após uma péssima campanha na Série A1 em 2024. Dessa forma, Cruzeiro e América serão os únicos representantes mineiros na elite do futebol feminino nacional este ano.
Ainda sem calendário
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já retornou das férias, mas ainda não entrou em contato com os clubes para definir o calendário do futebol feminino de 2025.
Em dezembro de 2024, a CBF enviou um ofício aos clubes informando que uma reunião seria agendada para janeiro, após a volta do recesso de fim de ano, que aconteceu na última segunda-feira, 13. O objetivo desse encontro seria discutir mudanças no calendário e um aumento do número de equipes na Série A1 e A2 do Brasileirão Feminino.
Até agora nada foi definido. Os clubes aguardam uma confirmação oficial da data da reunião ou contato da CBF para discutir o calendário do futebol feminino neste ano.
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