Divinaexpô tem mais de 40 ocorrências por embriaguez

Da Redação
A festa mais esperada do ano em Divinópolis, a Divinaexpô, que terminou neste domingo, 5, rendeu diversas ocorrências policiais envolvendo embriaguez ao volante. Nem as blitz constantes foram suficientes para inibir por completo a associação do uso de álcool e volante. Conforme dados da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) de Divinópolis, em todos os dias de festa foram mais de 40 registros de embriaguez ao volante e 158 multas foram aplicadas.
Infrações
Durante a Divinaexpô foram montadas várias blitz em pontos estratégicos, como o acesso ao parque pela BR-494 e também pela avenida Paraná. Entre os dias 27 e 31 de maio e os dias 1º a 4 de junho a PMRv aplicou 158 multas. Veja outros números:
- 20 veículos removidos
- Dois acidentes com vítimas
- 21 ocorrências de embriaguez crime
- 21 ocorrências de embriaguez administrativa
- Duas ocorrências de posse de drogas
- Uma prisão de foragido da Justiça
- Uma ocorrência de porte ilegal de arma
— A embriaguez crime, em que tivemos 21 registros, ocorre quando o resultado do teste de etilômetro resulta em 0,34 ml de álcool por litro de ar alveolar expelido pelos pulmões (teste de etilômetro). As medidas nestes casos são: prisão do condutor, multa e liberação do veículo para pessoa indicada pelo abordado— explicou o comandante da PMRv, tenente Celso Santiago.
Sobre a embriaguez administrativa, também com 21 registros, ocorre quando o teste dá resultado entre 0,05 e 0,33. Neste caso, as medidas são: autuação e liberação do veículo para pessoa indicada pelo abordado.
— A Polícia Militar Rodoviária, na sua missão de preservação da vida e, como responsável pela segurança nas estradas, realiza operações diversas com foco na prevenção de sinistros com e sem vítimas. Durante eventos como foi na Divinaexpô, tem o foco voltado também para o combate à condução de veículos automotores após ingestão de álcool.Para tanto, as operações da Lei Seca são fundamentais para inibir e coibir essa prática por parte de Condutores de veículos. Nossa preocupação maior é a segurança dos usuários da via, sua integridade física e principalmente a preservação da vida — pontuou o tenente Celso.
Se beber não dirija
Beber e não pegar no volante é uma prática que a empresária Juliana Camargos adota sempre. Ela marcou presença em três dias de festa em um camarote onde a bebida era liberada e, por isso, o carro ficou em casa.
— Eu deixei o carro na garagem e chamei um Uber. Sabia que eu ia aproveitar até de madrugada e tomar uma cervejinha, então, eu faço questão de não arriscar. Para retornar de madrugada peguei carona todos os dias com um casal de amigos e deu tudo certo. Direção e álcool não combinam e todos nós sabemos disso— disse.
Diferente de Juliana, um vendedor que não quis ser identificado arriscou e foi para a festa dirigindo. Segundo ele, a bebida que ingeriu não foi suficiente para alterar os sentidos.
— Confesso que eu bebi e depois dirigi, mas a cerveja que eu bebi não foi suficiente para me alterar em nada. Conduzi o carro normalmente e não caí em nenhuma blitz — disse.
Sobre a quantidade de ingestão de álcool, mesmo que a pessoa se sinta confortável, é capaz de prejudicar e muito o condutor.
— Tomar um copo de cerveja, uma taça de vinho, uma dose de cachaça, uísque ou vodca já são suficientes para que o bafômetro detecte a presença de álcool no organismo. Além disso, a pessoa pode estar alterada e de fato, não perceber. Essa falta de percepção também é uma alteração. A regra é clara, se beber não pode dirigir e fim — orienta o médico Flávio Souza Rodrigues.
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