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Divinópolis possui 12 bens históricos tombados registrados

Por Portal Agora
Divinópolis possui 12 bens históricos tombados registrados

Anna Flávia Alves

Debaixo das árvores, ao lado de prédios modernos e no coração da Praça da Catedral está o casarão mais antigo de Divinópolis. O Museu Histórico acompanhou todas as transformações da cidade ao longo de quase 200 anos. 

Fechado, ele observa o dia a dia dos divinopolitanos e, na semana do 111º aniversário da “Cidade Divino”, surge a esperança de ver o casarão ser reaberto. A Prefeitura anunciou que está aberta a licitação para contratação da empresa que vai fazer o restauro do imóvel. Segundo o Município, o orçamento para a obra está avaliado em R$ 682.065,96.

O imóvel, casarão onde viveu uma das primeiras famílias da cidade, é um bem tombado  desde 1988 e já foi comércio, escola, posto de saúde, entre outras sedes.

Tombados 

Divinópolis possui hoje cerca de 12 bens culturais tombados registrados, conforme levantamento da Prefeitura.

Entre os mais conhecidos estão o Sobrado da Catedral, a Estação Ferroviária, o Teatro Usina Gravatá e as Pinturas Murais de Frei Humberto Randag. O Jornal Agora mostrou em uma das suas últimas edições que as artes do frei se tornaram documentário.

Parte da História 

Alguns pontos históricos de Divinópolis fazem parte do cotidiano de todos que moram aqui, como é o caso da igrejinha da Praça do Mercado.
Mesmo não sendo um bem tombado, a capela tem um lugar especial no coração de quem passa por aquela região, entra para rezar ou se sentar nos banquinhos ao redor. 

O espaço foi adotado por um grupo de motociclistas na campanha “Adote um bem público”. De acordo com o responsável pelo grupo, Domingos Sávio Calixto, a igrejinha tem uma grande representatividade popular.

— Nosso grupo toma conta daquela pracinha, do entorno para tentar dar uma estética adequada para a capelinha, a estética que ela merece. Ela tem um nível simbólico muito alto — explica Domingos Sávio.

Recentemente, algumas preocupações surgiram a respeito de uma árvore próxima à igrejinha que poderia significar riscos ao imóvel. Segundo o Corpo de Bombeiros, a árvore não apresenta necessidade de corte, mas os militares estão à disposição da Prefeitura. 

Na observação de Domingos Calixto, a melhor saída para contornar esse problema é preservar os dois bens importantes para a cidade, a mangueira e a capelinha.

— A análise é que os dois bens devem ser preservados, penso que a mangueira deve ser aparada, colocada em limites mais adequados para evitar danos, imagino também que deve ser feita uma construção para proteger o telhado. Penso que essa atitude é mais razoável de preservação da árvore e proteção da capelinha — finaliza Domingos Calixto.

Exposição

Até o dia 4 de junho, está disponível a exposição “Primeiro de Junho: Celebrando o Divino numa cidade de progresso” que conta um pouco da história da cidade ao longo de 111 anos. A mostra está aberta no Centro Administrativo, em dias úteis das 8h às 18h.

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