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Divinópolis registra 1º caso ligado ao “Baleia Azul”

Por Redação Jornal Agora
Divinópolis registra 1º caso ligado ao “Baleia Azul”

Flávio Roberto Pinto

A Polícia Civil de Divinópolis registrou na tarde desta quarta-feira, 19, o primeiro caso relacionado ao jogo “Baleia Azul”. Uma diretora de escola descobriu que uma aluna de 13 anos se cortou como uma das etapas do jogo, cuja etapa final é o suicídio.

A tia da adolescente procurou a delegacia para relatar que foi chamada à escola estadual em que sua sobrinha estuda. Ainda conforme o relato, a diretora do estabelecimento de ensino informou que a garota estaria participando do jogo. Contou, inclusive, que ela já havia se cortado no braço, como forma de cumprir um dos desafios propostos.

A Polícia Civil investigará o caso.

Registro na região

Em Pará de Minas, a Polícia Civil apura ligação entre o suicídio de um jovem de 19 anos e o “Baleia Azul”. O corpo do rapaz foi encontrado pela namorada, de 16 anos. Antes de tirar a própria vida, ele deixou uma mensagem para a família e os amigos.

O delegado Carlos Henrique Gomes Bueno informou que o celular do jovem passa, no momento, por uma perícia. Porém, destacou que já foi constatada a participação do rapaz em um grupo com mais de 100 pessoas em uma rede social. A maioria delas é de Minas Gerais.

Primeira pessoa a depor na investigação, a mãe do jovem contou que sabia da participação dele no jogo e que havia pedido para que parasse.

O delegado explicou que o comportamento do filho era considerado normal, mas começou a passar por alterações há cerca de 30 dias. De acordo com a mãe da vítima, o rapaz ficou arredio, calado e sem contato social.

Investigação e alerta

A polícia quer descobrir quem repassava os desafios para o jovem, uma vez que induzir uma pessoa ao suicídio é crime.

Na última quinta-feira, 13, a Polícia Militar de Pará de Minas divulgou um alerta à imprensa a respeito do jogo virtual que está levando jovens ao redor do mundo ao suicídio. Pais devem ficar atentos a comportamentos estranhos dos filhos.

Segundo a PM, trata-se de um misto de jogo virtual com realidade, em que a última etapa/fase, de número 50, envolve o suicídio do jogador. Essas “tarefas” são passadas remotamente em comunidades em redes sociais. Por fim, é dada ao participante uma data para sua morte, a qual ele deve aceitar.

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