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Economia

Divinópolis registra alta na abertura de empresas e reforça força econômica

Por Bruno
Divinópolis registra alta na abertura de empresas e reforça força econômica

Jorge Guimarães 

Divinópolis segue ampliando seu protagonismo no cenário econômico regional, consolidando-se como um dos principais polos de desenvolvimento no Centro-Oeste mineiro. Dados recentes da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) revelam que o município alcançou posição de destaque na abertura de empresas durante o primeiro trimestre de 2026, refletindo um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo.

Confiança e fortalecimento 

O crescimento no número de novos negócios indica não apenas a confiança dos empreendedores na economia local, mas também o fortalecimento de setores estratégicos, como comércio, serviços e indústria. Esse cenário positivo é impulsionado por fatores como a localização privilegiada da cidade, sua infraestrutura consolidada e políticas públicas voltadas ao incentivo empresarial.

— Divinópolis tem se beneficiado da diversificação econômica, atraindo investimentos e estimulando a inovação. Pequenas e médias empresas têm desempenhado papel fundamental nesse avanço, contribuindo para a geração de empregos e o aumento da renda na região — avaliou o economista, Leandro Maia.

Com esses resultados, o município reforça sua importância no contexto estadual e se posiciona como um ambiente promissor para novos empreendimentos. 

— A tendência é que, mantendo esse ritmo, Divinópolis continue expandindo sua relevância econômica ao longo de 2026, consolidando-se como referência em desenvolvimento e oportunidades em Minas Gerais — pontuou.

Números

Em Divinópolis, o cenário econômico segue em trajetória positiva, sendo que no primeiro trimestre, foram registrados 510 novos negócios, número superior ao observado no mesmo período do ano anterior, quando houve 473 aberturas, um crescimento de 7,8%. 

Na avaliação do economista Leandro Maia, o resultado não é pontual, mas sim reflexo de um conjunto de fatores estruturais e institucionais que vêm sendo fortalecidos nos últimos anos. Segundo ele, a desburocratização dos processos, aliada a políticas de incentivo à formalização e ao suporte contínuo aos empreendedores, cria um ciclo virtuoso de crescimento econômico.

— Quando há mais empresas sendo abertas, há também maior capacidade de absorção de mão de obra e fortalecimento do mercado interno, o que beneficia toda a cadeia produtiva — afirmou.

Ranking 

O ranking de abertura de empresas em Minas Gerais no primeiro trimestre evidencia a força dos grandes centros urbanos, mas também confirma o avanço consistente do interior no cenário econômico estadual. A liderança permanece com Belo Horizonte, que registrou 9.538 novas empresas no período, seguida por Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Betim, Montes Claros e Uberaba.

Na sequência, municípios estratégicos do interior ganham destaque, como Divinópolis, Ipatinga e Patos de Minas. 

— Esses dados mostram que, embora a capital ainda concentre o maior volume de aberturas, o dinamismo econômico está cada vez mais distribuído entre diferentes regiões — pontuou Maia. 

Polos regionais 

O desempenho dessas cidades evidencia a consolidação de polos regionais capazes de atrair investimentos, estimular o empreendedorismo e gerar empregos. 

— Esse movimento fortalece a economia como um todo, amplia a competitividade regional e cria novas perspectivas de crescimento sustentável em diversas áreas do estado — analisou.

Minas Gerais 

Minas Gerais criou 35.239 novas empresas no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 9,97% em comparação ao mesmo período de 2025 (32.043). Apenas em março, foram abertas 12.843 empresas, crescimento de 40,18% em relação ao mesmo mês de 2025 (9.162), o que equivale a uma média de 414 constituições por dia no estado.

— Alcançar a marca histórica de 392 empresas abertas por dia no trimestre, com pico de 414 em março, mostra que Minas segue avançando na geração de oportunidades, na simplificação dos processos e no estímulo ao empreendedorismo — destacou a presidente da Jucemg, Patricia Vinte Di Iório.

Regiões

Os dados do primeiro trimestre reforçam a concentração do dinamismo econômico na região Central de Minas Gerais, que liderou com ampla vantagem ao registrar 16.178 novas empresas abertas. 

Na sequência, aparecem regiões que também demonstram vitalidade econômica, como o Sul, com 4.254 novos negócios, e o Triângulo, com 3.621 aberturas. A Zona da Mata somou 2.792 empresas, seguida pelo Rio Doce e pelo Centro-Oeste, respectivamente com 2.118 e 2.050. 

Completam o ranking o Norte com 1.534, o Alto Paranaíba fechou em 1.301, o Jequitinhonha em774 e o Noroeste contabilizou 616, regiões que, embora com menor volume, mantêm participação relevante no cenário estadual.

Setores

O desempenho setorial no primeiro trimestre do ano evidencia o protagonismo do setor de serviços na economia de Minas Gerais. Com alta de 12,56%, o segmento liderou a abertura de empresas, somando 26.883 novos empreendimentos. 

Na sequência, a indústria também apresentou crescimento relevante, com avanço de 6,03% e a criação de 1.530 novos negócios. Já o comércio registrou variação positiva mais moderada, de 1,65%, totalizando 6.825 formalizações.

Sendo que, em separado, o mês de março mostra um cenário ainda mais aquecido. O setor de serviços teve crescimento expressivo de 44,57% em relação ao mesmo mês de 2025, consolidando sua liderança. A indústria também avançou de forma significativa, com alta de 33,18%, seguida pelo comércio, que registrou aumento de 26,94%.

— Os números indicam não apenas a retomada da atividade econômica, mas também uma mudança no perfil do empreendedorismo, com maior concentração em serviços e diversificação nas demais áreas. Esse movimento contribui para fortalecer a economia, ampliar a geração de empregos e criar novas oportunidades de negócios em todo o estado — finalizou o especialista. 

Encerramentos

Apesar do avanço na abertura de novos negócios, o primeiro trimestre também foi marcado por um volume significativo de encerramentos empresariais em Minas Gerais. Ao todo, foram registradas 27.150 extinções de empresas no período, o que representa uma variação de 8,54% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Especialistas apontam que esse cenário não necessariamente indica fragilidade econômica, mas sim um processo de renovação do tecido empresarial. 

MEIs

O levantamento divulgado pela Jucemg abrange empresas de todos os portes, oferecendo um panorama amplo da dinâmica empresarial no estado. No entanto, é importante destacar que os dados não incluem os Microempreendedores Individuais (MEIs), que possuem um regime simplificado e um processo de formalização próprio.

As inscrições de MEIs são realizadas diretamente por meio do Portal do Empreendedor, plataforma oficial do Governo Federal do Brasil voltada à formalização de pequenos negócios. Os números divulgados pela junta refletem, principalmente, a movimentação de empresas enquadradas em outras categorias jurídicas, como microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), além de organizações de maior porte.

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