Divinópolis segue sem casos suspeitos de febre oropouche

Da Redação
A febre oropouche já vinha ganhando devido ao grande aumento no número de registros da doença no país. Apenas em 2024, mais de 7.200 casos foram confirmados, o que dá um aumento de 766,6% em comparação ao ano de 2023.
Porém, na última semana, a preocupação se tornou ainda maior. Isso porque o Ministério da Saúde confirmou as primeiras duas mortes em decorrência da doença no Brasil e também no planeta.
— Até o momento, não havia relato na literatura científica mundial sobre a ocorrência de morte pela doença — informou o órgão, em nota.
Divinópolis
O Agora questionou a Prefeitura sobre a situação do município.
A informação é de que Divinópolis segue sem nenhum caso suspeito da doença.
Mortes na Bahia
As duas mortes foram registradas no interior da Bahia. De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), as vítimas foram duas mulheres, que não apresentavam nenhuma comorbidade.
Elas foram internadas com febre alta, dor de cabeça, náuseas, vômito, diarreia, dores em membros inferiores, dor retroorbital, dores musculares, além de fraqueza, falta de energia e cansaço.
Os sintomas evoluíram com sinais mais graves, como sangramentos nasal, gengival e vaginal, hipotensão, queda brusca de hemoglobina e plaquetas até o óbito.
A primeira morte aconteceu no mês de março, e a vítima, de 24 anos, morava em Valença, no litoral da Bahia. O caso foi registrado no dia 17 de junho. Já o segundo foi registrado no dia 22 de julho, em uma jovem de 21 anos, que morreu em março.
Os dois casos foram confirmados meses depois, já que diversos exames para confirmar a causa da morte tiveram que ser realizados.
Casos em investigação
Além destas mortes já confirmadas, o Ministério da Saúde investiga uma morte em Santa Catarina. Nos últimos dias, foi descartada relação da doença com uma morte no Maranhão.
Também estão sendo investigados quatro casos de interrupção de gestação e dois de microcefalia em bebês (Pernambuco, Bahia e Acre), para entender se eles têm relação com a febre oropouche.
Minas Gerais
No estado, os casos também ligaram o alerta. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), de maio a julho, o número de casos saltou de 3 para 79, em cinco cidades da região Leste do estado, com um aumento de 2.533% no período.
Além disso, a pasta informou que o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), identificou 83 amostras positivas para a doença em todo o estado.
Confira as cidades casos no estado (números divulgados em 23 de julho):
- Timóteo: 15 casos
- Gonzaga: 1 caso
- Ipatinga: 3 casos
- Coronel Fabriciano: 30 casos
- Joanésia: 30 casos
- Congonhas: 1 caso
Nota técnica
O Ministério da Saúde emitiu no último dia 11, uma nota técnica a todos os estados e municípios do país. O documento, além de recomendações de reforço da vigilância em saúde sobre a transmissão do vírus, também teve como objetivo orientar toda a sociedade sobre os riscos da doença.
Isso representa novamente uma preocupação do país com o aumento dos casos da doença, que já atingiu 20 estados do país em 2024. Destes registros, a maior parte se concentra na região Norte, principalmente no Amazonas e em Rondônia.
A doença
A Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus. Foi detectado pela primeira vez em 1960 em uma amostra de sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília.
Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul, como Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela.
A transmissão da febre se dá principalmente por meio do mosquito. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.
Sintomas e tratamento
Os sintomas da febre do oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.
— Neste sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle — diz o Ministério da Saúde.
Não existe tratamento específico para a doença, é recomendado que os pacientes permaneçam em repouso e que tenham acompanhamento médico.
Prevenção
De acordo com o Ministério da Saúde, algumas formas de se prevenir da doença são:
- Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível;
- Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele;
- Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.
- Se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.
— Em caso de sintomas suspeitos, procure ajuda médica imediatamente e informe sobre sua exposição potencial à doença — reitera.
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