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Acidentes

Divinópolis teve 146 acidentes com animais peçonhentos em 2025

Por Bruno
Divinópolis teve 146 acidentes com animais peçonhentos em 2025

Da Redação

O tempo quente típico do verão acende o alerta para registro de ataques de animais peçonhentos.  Para se ter ideia, Divinópolis registrou 146 casos de acidentes com animais peçonhentos ao longo de 2025, segundo dados consolidados da Vigilância Epidemiológica do município. 

O levantamento revela que os escorpiões foram responsáveis pela maioria absoluta das ocorrências, reforçando a necessidade de ações preventivas, principalmente em áreas urbanas.

Maioria envolve escorpiões

Do total de notificações, 108 casos, cerca de 74%, envolveram escorpiões; seguidos por aranhas, com 18 registros; abelhas, com 11; serpentes, com 7; além de ocorrências pontuais com lagartas e outros animais, que somaram apenas dois casos.

De acordo com especialistas, escorpiões e aranhas são os animais peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil, especialmente por se adaptarem facilmente a ambientes urbanos e onde encontram abrigo em entulhos, ralos, frestas e redes de esgoto 

Casos leves predominam e curas também

A maior parte dos atendimentos foi classificada como leve (125 casos). Outros 14 foram considerados moderados, um caso evoluiu para quadro grave e seis notificações tiveram classificação ignorada. 

Quanto à evolução, 142 pessoas (97,26%) tiveram cura confirmada, enquanto quatro registros não informaram o desfecho clínico.

Principais vítimas

Os dados mostram que adultos e idosos concentram o maior número de acidentes. A faixa etária com mais registros foi a de 60 anos ou mais com 45 casos, seguida da faixa entre 20 a 39 anos com 43 e pessoas de 40 a 59 anos com 37 casos registrados. 

Crianças e adolescentes também aparecem nas estatísticas, o que reforça a necessidade de cuidados dentro das residências.

Local das ocorrências

A área urbana respondeu por 124 acidentes, enquanto a zona rural registrou 16 casos. Seis ocorrências tiveram o local ignorado. O dado confirma que os acidentes estão fortemente ligados ao cotidiano da população, muitas vezes dentro de casa ou em quintais. 

Além disso, 130 acidentes não ocorreram durante o trabalho, indicando que atividades domésticas, limpeza de ambientes, jardinagem e manuseio de objetos são situações de risco frequentes.

Do total de vítimas, 82 eram homens, representando 56,16%) e 64 mulheres, 43,84%. A diferença pode estar associada à maior exposição masculina em atividades externas e de risco, como limpeza de terrenos e manuseio de entulho.

A linha do tempo mostra que os registros se intensificaram nos últimos meses de 2025, com pico em novembro.  O aumento coincide com o período de calor e umidade, condições que favorecem a reprodução e a circulação de animais peçonhentos 

Orientações

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais destaca que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de acidentes, especialmente em áreas urbanas: 

  • Examinar calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes de usar;
  • Vedar frestas e buracos em paredes, rodapés e ralos;
  • Evitar acúmulo de lixo, entulho e materiais de construção;
  • Manter quintais e jardins limpos e capinados;
  • Usar luvas grossas e calçados fechados ao lidar com folhas secas, lenha ou entulho;
  • Não colocar as mãos em buracos, troncos podres ou sob pedras;
  • Evitar que lençóis e cobertores encostem no chão, pois escorpiões e aranhas podem subir pelos tecidos.

O que fazer em caso de acidente?

Em caso de acidente, a orientação das autoridades é sempre procurar atendimento médico imediatamente e informar, sempre que possível, as características do animal como cor e aparência. Não se deve fazer torniquete, cortar o local da picada ou aplicar substâncias caseiras, como álcool ou pó de café, práticas que podem agravar o quadro clínico.

Ao encontrar um animal peçonhento, a recomendação é não tentar capturá-lo ou matá-lo de forma improvisada. O correto é manter distância e acionar o Corpo de Bombeiros e ligar para o telefone 193.

Com o crescimento de casos no fim do ano passado e a predominância de acidentes em áreas urbanas, principalmente durante o verão, especialistas alertam que a prevenção precisa se tornar rotina, tanto por parte da população quanto do poder público.

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