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Dois pais: diferentes relatos de superação, dedicação e amor 

Conheça a história de Roberto Pereira e João Victor Gontijo

Por Redação Jornal Agora · Redação· 4 min de leitura
Dois pais: diferentes relatos de superação, dedicação e amor 

Gabriela Lara

Mais do que uma data comemorativa, o Dia dos Pais celebrado neste domingo, 9,  também evidencia histórias de dedicação, desafios e superação. Entre elas estão as trajetórias do jornalista Roberto Pereira de Sousa, de 72 anos, e do produtor rural João Victor Lima Gontijo, de 36 anos, que viveram experiências diferentes, mas têm em comum o compromisso com os filhos.

Pai e mãe ao mesmo tempo

Pai de Jeff Pereira, de 32 anos, e Nick Pereira, de 26, Roberto Pereira precisou assumir sozinho a criação dos filhos após a mãe deles deixar o lar quando ainda eram crianças. Segundo ele, a Justiça concedeu sua guarda e, a partir daquele momento, reorganizou completamente a rotina para garantir o cuidado dos dois.

Roberto conta que contratou uma funcionária para permanecer com os filhos durante o dia, enquanto trabalhava, e fez questão de matriculá-los em uma boa escola. 

A responsabilidade de cuidar dos filhos também trouxe renúncias profissionais. Jornalista, ele afirma que deixou de realizar diversas viagens de trabalho para permanecer ao lado deles. Apesar disso, considera que fez a escolha certa. 

— O mais difícil de ser pai é que eu perdia muitas viagens fora, pois eu tinha a responsabilidade de cuidar deles — conta. 

Em contrapartida, lembra com carinho que os filhos passaram a acompanhá-lo em passeios e eventos, tornando-se conhecidos entre as pessoas com quem convivia.

Ao olhar para a própria trajetória, Roberto diz sentir que cumpriu sua missão. 

— Hoje olho no retrovisor da vida e digo: consegui — destacou.

A mãe dos filhos faleceu ano passado, mas ele afirma que nunca alimentou ressentimentos. 

— Não guardei mágoa. Quem sou eu para condenar alguém — comentou

Hoje também avô de Ravi, de um ano e cinco meses, filho de Jeff, Roberto define a nova fase da vida como uma continuidade da paternidade. 

— Ser avô paterno, ao meu ver, é ser pai duas vezes  — reforçou.

Para os pais que enfrentam situações semelhantes, deixa um conselho.

— Nunca perder a esperança de dias melhores. Acreditar e dar exemplo sempre — afirmou.

Aos filhos, reforça valores que considera essenciais. 

— Ser sempre eles mesmos. Honestos. Não mentir jamais. E o mais importante: não entrar no mundo das drogas. Um caminho sem volta — concluiu.

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O primeiro Dia dos Pais

Para João Victor Gontijo, o Dia dos Pais de 2026 será o primeiro ao lado da filha Maria Gonçalves Gontijo, nascida em 7 de março. O nascimento, porém, foi marcado por momentos de apreensão. Na reta final da gestação, sua esposa, Luiza Gonçalves Gontijo, desenvolveu a Síndrome HELLP, uma complicação grave da gravidez que exigiu uma cesariana de emergência.

João conta que não estava em casa quando a esposa passou mal e foi avisado pela cunhada. Ao chegar ao hospital, iniciou uma rotina que se estenderia por um mês. Luiza permaneceu 15 dias no CTI e cerca de 30 dias internada, enquanto a filha ficou aproximadamente 20 dias no CTI neonatal, precisando de intubação. 

— Foram 30 dias de sufoco mesmo. Eu ficava indo e voltando, dormindo lá e trabalhando nas horas que davam — relata. 

Segundo ele, o apoio da família foi fundamental durante esse período.

O produtor rural lembra que o primeiro encontro com a filha aconteceu em circunstâncias completamente diferentes das imaginadas durante a gestação. Como Maria nasceu prematura, ela foi levada imediatamente para os cuidados intensivos, enquanto Luiza também precisou ser encaminhada ao CTI. 

— Eu fui ver minha filha no domingo. Ela estava entubada, respirando por aparelhos. Minha esposa só conseguiu vê-la 15 dias depois, quando saiu do CTI — conta.

Apesar do cenário difícil, João afirma que cada conquista representou uma vitória para a família. 

— Depois que a gente escuta o primeiro chorinho dela, foi uma mistura de sentimentos. Não foi brincadeira, não. Mas valeu a pena. Eu faria tudo de novo — afirma. 

Atualmente, segundo ele, tanto a filha quanto a esposa estão recuperadas.

A experiência também transformou sua forma de enxergar a paternidade e fortaleceu a admiração pelos próprios pais. 

— Muda como a gente enxerga a paternidade. A gente passa a dar ainda mais valor aos nossos pais. É um trabalho gostoso. A gente não dorme, fica cansado o dia inteiro, mas vale a pena demais — conclui.

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