Drones serão utilizados para identificar focos do mosquito Aedes aegypti

Da Redação
A campanha de ação referente ao Plano Municipal de Contingência Arboviroses Urbanas (Dengue, Chikungunya e Zika) e Silvestre (Febre Amarela), deliberado na XII Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Saúde, no dia 11 de dezembro do ano passado está aprovada.
A Prefeitura publicou a medida na última quinta-feira, 30, no Diário Oficial dos Municípios Mineiros.
O Executivo informou que o plano é realizado anualmente.
O objetivo de estabelecer ações integradas entre os eixos, Vigilância Epidemiológica, Imunização, Vigilância em Saúde, Vigilância Laboratorial, Comunicação e Mobilização Social, Rede de Atenção à Saúde (RAS), Assistência Farmacêutica e Gestão, a fim de prevenir e controlar a propagação de doenças como a dengue, chikungunya e o zika.
Além disso, as ações visam reduzir o número de mortes e casos graves.
Fases de atuação
O plano municipal prevê quatro fases de atuação, dependendo do cenário epidemiológico. A primeira é de rotina, com monitoramento e ações de prevenção. A segunda de alerta, quando se intensifica o controle nas áreas mais críticas.
A terceira é de urgência, com medidas emergenciais e solicitação de apoio estadual. Já a última é a declaração de estado de emergência e ativação de todos os recursos disponíveis.
Monitoramento e controle
Uma das principais frentes do plano é o controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor das arboviroses. Para isso, a Secretaria Municipal de Saúde intensificará ações como o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado quatro vezes ao ano, além do monitoramento de pontos estratégicos, como borracharias, ferro-velhos e terrenos baldios.
Outra novidade é a utilização de drones para identificar focos do mosquito em locais de difícil acesso. Além disso, mutirões de limpeza e aplicação de inseticidas serão intensificados em áreas críticas da cidade.
Atendimento na rede de saúde
Para garantir atendimento ágil à população, a rede de saúde contará com a criação de novos leitos para casos graves. Equipes médicas também serão treinadas para aprimorar o manejo clínico dos pacientes e a notificação correta dos casos.
A vacinação contra a febre amarela será ampliada, com busca ativa de não vacinados e campanhas extramuros, incluindo ações em escolas, empresas e comunidades rurais.
Ações de educação
A Prefeitura intensificará, também, as ações de conscientização, como: campanhas educativas, capacitação de agentes comunitários de saúde (ACS), matérias publicitárias, além de reforçar as informações nos postos de saúde e demais espaços públicos.
Projeto de extensão
Um projeto de extensão do curso de Enfermagem da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) destaca a importância do combate à dengue, com foco em conscientizar sobre a vacinação.
Durante as ações, os alunos explicam sobre o desenvolvimento e características da vacina, com o objetivo de difundir as informações a respeito da doença, além das medidas de proteção. Ao final das ações, são distribuídos panfletos, reforçando o compromisso com a disseminação do conhecimento e a prevenção da doença.
A iniciativa se baseia na interação direta entre a universidade e a comunidade, promovendo um espaço de aprendizado mútuo e aplicação prática dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes. Essa proximidade permite que os alunos compreendam melhor as realidades sociais e políticas ao seu redor, desenvolvendo competências essenciais para sua formação profissional e cidadã.
Participantes
Uma das participantes do projeto, Laryssa de Paula, destaca a importância da iniciativa de levar mais conhecimento para as pessoas.
— Visitamos postos de saúde e hospitais para realizar palestras sobre a vacina contra a dengue. Durante as ações, explicamos quem pode e quem não pode se vacinar, falamos sobre o desenvolvimento do imunizante e promovemos um bate-papo com a população, esclarecendo dúvidas e desmistificando alguns tabus — explicou.
A professora Roberta Silva, responsável pela disciplina Seminário Interdisciplinar do curso, ressalta que o objetivo da matéria é ampliar os conhecimentos dos alunos e estimular uma visão crítica e reflexiva sobre questões sociais.
— No projeto de extensão, os estudantes são incentivados a identificar desafios relevantes na comunidade ou na universidade e, a partir de um tema específico, propor soluções viáveis. A proposta é que eles analisem criticamente os problemas sociais, desenvolvam alternativas concretas e contribuam para o bem-estar coletivo. Dessa forma, o Seminário Interdisciplinar busca formar não apenas profissionais qualificados, mas também cidadãos conscientes de seu papel na sociedade — argumentou.
Também participam do projeto os alunos: Ana Luiza Leite, Mayckel Junio de Oliveira, Leonardo Mendonça Xavier, Kevin Aguiar, Maria Cecília Faria, Liandra Dagmar, Gisele Silva, Sofia Batista e Jair Henrique.
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