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Eduardo e Lohanna se posicionam sobre as privatizações da Copasa e Cemig

Eduardo e Lohanna se posicionam sobre as privatizações da Copasa e Cemig

Enquanto Azevedo é favorável, França é contra e aponta para a necessidade referendo popular

Matheus Augusto

Audiência na tarde de ontem debateu as condições de trabalho dos funcionários Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Copasa Serviços de Saneamento Integrado do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Copanor). O encontro na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu os impactos de uma possível privatização das estatais para seus trabalhadores. O temor é de demissões e aumento de taxas.

A favor

Ao Agora, Eduardo Azevedo manifestou seu posicionamento favorável às privatizações. 

— As pessoas estão satisfeitas com Copasa e Cemig? Não estão. O Estado é ineficiente e tem dificuldade de cuidar até de saúde, educação e segurança. Por isso, as privatizações são muitas vezes necessárias. 

Em sua avaliação, um dos problemas centrais das estatais é a indicação de profissionais. 

— As estatais acabam se tornando mais cabides de empregos e centros de corrupção. Durante o governo Pimentel, por exemplo, havia cerca de 700 indicados que recebiam em média 38 mil reais por mês na Cemig. Isso em 2018. Por isso tem uma classe política que não quer a privatização. Daí, quando a estatal dava prejuízos, o dinheiro público ficava prejudicado. E os políticos não são responsabilizados. Quando a coisa está nas mãos da iniciativa privada é muito diferente — ressaltou. 

O deputado, no entanto, ressalta a importância de preservar os direitos dos trabalhadores. 

— Por outro lado, é preciso estarmos atentos às condições dessa privatização, especialmente no que toca aos empregados públicos. Não podem ficar desamparados. Vou acompanhar essa tramitação com este zelo — destacou. 

Contra

À reportagem, a deputada estadual, Lohanna França (PV), ressaltou a obrigatoriedade de um referendo popular para casos como esse. O governador Romeu Zema (Novo), no entanto, apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ano passado para dissolver a exigência do referendo popular para a desestatização. 

Ela lembrou ainda que, apesar dos discursos de campanha, Zema não conseguiu promover as privatizações durante seu primeiro mandato. Para França, o tema deve enfrentar resistência na ALMG.

— A privatização da Cemig e da Copasa, apesar de defendida pelo Zema, é algo que ele não conseguiu fazer nos seus primeiros quatro anos de mandato. E eu acredito que não vai ser tão fácil de fazer agora como ele acredita que será — pontuou. 

Sobre as críticas ao serviço prestado pelas estatais, Lohanna ressaltou não ver a privatização como a solução. Para ela, o problema está na falta de firmeza do governo estadual em conduzir a gestão. 

— As duas empresas são superavitárias. O governo falha na exigência e cobrança que parte de seus lucros sejam de fato reinvestidos em melhorias. Ambas têm problemas e não podemos negar nada disso, mas não é entregado-as à iniciativa privada que a gente vai resolver esses problemas — citou. 

Como exemplo, a parlamentar cita os milhares de paulistas que ficaram sem energia após chuvas recentes. Em São Paulo, o fornecimento de energia é prestado pela empresa italiana Enel, com a qual o prefeito Ricardo Nunes (MDB) alega tentar romper o contrato. 

— Esse não é um discurso ideológico, basta observar o que está acontecendo em São Paulo, por exemplo. (...) Agora, eles têm uma péssima prestação de energia. Chove uma hora e o povo de São Paulo fica sem energia — mencionou. 

Por fim, expressou seu posicionamento contrário às privatizações propostas por Zema. 

— Um setor tão estratégico quanto o de energia elétrica, que está envolvido inclusive com o desenvolvimento econômico, não pode estar na mão do setor privado já que temos a importância de garantir o abastecimento — pontuou. 

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