Eduardo e Lohanna se unem contra novos pedágios em MG


Da Redação
A concessão de três rodovias, com previsão de mais de 10 novos pedágios na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mobilizou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O tema tem, inclusive, unido partidos e políticos antagônicos. Nesse sentido, tanto Eduardo Azevedo (PL) e Lohanna (PV) se manifestaram contrários à medida.
Eduardo
Em pronunciamento na Assembleia, Eduardo criticou a decisão do governo de autorizar a instalação de novas praças de pedágios.
— Não estou aqui para representar os interesses do governo. Pelo contrário, se for uma pauta que vai prejudicar a população, eu tenho que ter peito e peitar o governo — citou.
Para ele, a situação sufoca os trabalhadores mineiros.
— Um absurdo o que a gente está vivendo hoje. O contribuinte não consegue mais pagar — destaca.
Azevedo também refutou os argumentos dos pedágios serem necessários para garantir investimentos e melhorias nas rodovias.
— Precisamos trazer alternativas para melhorar a malha rodoviária sem que a corda arrebente para o lado mais fraco, que é o contribuinte — argumentou.
Pelas redes sociais, a deputada Lohanna também expressou contrariedade à decisão. Ela informou ter protocolado, junto ao deputado Betão (PT), um projeto de lei para proibir a instalação de pedágios a menos de 100 km de distância do próximo.
Em sua avaliação, o objetivo é resguardar o direito de ir e vir dos cidadãos.
— O projeto endurece as regras para instalação de novos pedágios, e vale para novas concessões e renovação de concessões existentes. Nosso objetivo é um sistema mais justo para todos, principalmente para quem faz trechos curtos — ressaltou.
PEC
A Assembleia também conta com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende proibir a instalação de praças de pedágio em rodovias que ligam os municípios da Região Metropolitana.
Autora da PEC, a deputada estadual Bella Gonçalves (Psol), justifica a proposta.
— Tem centros de referência de saúde metropolitanos, não faz sentido colocar pedágios nesta região — justifica.
Segundo o presidente da Casa, Tadeu Martins (MDB), o tema precisa ser discutido com a devida responsabilidade.
— Então, eu não tenho dúvidas que este é um tema que está quente dentro aqui da Casa, (...) nós não podemos fechar os olhos para esta pauta que a população vem cobrando. Eu não sou contra concessão, pelo contrário. Sou a favor, mas tem que ser discutida, tem que ser com a modelagem que, de fato, faça investimentos nas rodovias, mas não penalize a população — afirmou.
Contra
Por outro lado, as concessionárias veem com maus olhos as possíveis votações na Assembleia. Para o presidente do Conselho de Infraestrutura da Fiemg, Emir Cadar, o setor produtivo precisa de infraestrutura adequada para escoar a produção e esta passa pelos grandes centros, pelas regiões metropolitanas.
— O poder público não tem condições de fazer as melhorias necessárias e as concessões têm as suas obrigações. Não há como conseguir o ganho sem o custo — ressalta.
Ele acrescenta que outro impacto é a insegurança jurídica.
— Há contratos assinados, fruto de licitações, pautadas em todo um arcabouço jurídico. A PEC quer mudar uma regra que inviabilizará tudo e nós continuaremos atrasados em relação à infraestrutura. Não tenha dúvida, ninguém vai querer investir em Minas Gerais e ainda abre um precedente para absurdos — avalia.
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