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Em situação delicada

Por Portal Agora
Em  situação delicada

José Carlos de Oliveira 

Não só pela atual posição do time na tabela do Campeonato Brasileiro, em sua Série A, em que vem perdendo fôlego e já não figura entre os principais favoritos, mas também pelas palavras de seu vice-presidente, Lázaro Cândido. Ele questionou o esquema tático do técnico argentino Jorge Sampaoli, ao fim da partida do último fim de semana, quando o Galo levou o gol de empate do Internacional já nos minutos finais do duelo no Mineirão.

Vencer e vencer

Para a primeira situação a solução é até bem simples: basta a equipe voltar a mostrar o mesmo futebol de rodadas atrás que ainda dá para acreditar, porque enquanto ainda há esperança a obrigação dos jogadores é sempre lutar pelas vitórias. E tem mais, quem morre na véspera é peru de Natal, e não acho ser este o momento para jogar a toalha. Lutar pelo título ficou, sim,  mais difícil, mas a obrigação de jogadores e comissão técnica é fazer sua parte dentro de campo e torcer para que os rivais voltem a tropeçar.

Sem aposta

Agora, para as declarações do dirigente, já são outros quinhentos, e é impossível a qualquer pessoa adivinhar em quantas anda o clima para os lados da Cidade do Galo. Com um cara “marrento” como é o argentino, não dá para fazer nenhuma aposta. E com a multa rescisória estipulada em contrato lá nas alturas, não vejo como a diretoria atleticana sair desta enrascada.

Descendo a ladeira

E a preocupação dos dirigentes e da Massa atleticana tem lá suas razões de ser. Favoritíssimo ao título até bem pouco tempo , o Galo vem caindo de produção, rodada após rodada, e são os números que comprovam essa verdade e contra números não há argumentos. Terminado o turno, o Alvinegro aparecia com mais de 50% de chances de título. Já antes da rodada do fim de semana, as chances já haviam caído para 21,2%, e agora as probabilidades não passam de 10,6%, menos que São Paulo, com 56,7%, e o Flamengo, que tem 14,1% de chances de ser campeão, com o Galo ainda empatado tecnicamente com o Grêmio – 10,1% ?, que subiu de produção nas últimas rodadas e já figura na parte de cima da tabela. 

Pressão será grande

E que ninguém lá pelas bandas da Cidade do Galo se espante com a pressão que o time vai ter daqui para frente, com a obrigação de vencer e ainda torcer por insucessos dos principais adversários. E a cada novo tropeço da equipe o clamor das ruas também pode jogar contra o patrimônio. Se a torcida pudesse comparecer aos estádios, ela até que poderia ajudar com seus gritos de guerra, mas, como isso não é possível no momento, a esperança é que os atletas resolvam mostrar tudo que sabem, e mais um pouco, daqui para frente.

Libertadores é pouco

E que Sampaoli e todo o grupo de jogadores não se iludam com o que vem por aí. Aquela desculpa de sempre de que está entre os primeiros e tem vaga garantida na Libertadores não cola mais. Ser segundo ou terceiro colocado é o mesmo que ser lanterna para a torcida e os “mecenas”, que investiram pesado para montar este time. E com um detalhe a mais para pressionar o treinador: todo atleta que ele pediu foi contratado, e com uma grana que o clube não tem, sob as benesses de seus patrocinadores, com a ideia fixa de brigar pelo título. Nada que não seja o sonhado Bi interessa a eles.

Contabilizando o prejuízo?

E as coisas tendem a ficar ainda piores quando todos, mas todos mesmo, pararem para somar os gastos que foram feitos para a montagem do elenco e para assinar contrato milionário com o argentino, contabilizando o tamanho do prejuízo. Com o time campeão, todos seriam valorizados e o Atlético até que teria condições de vender os direitos federativos de alguns jogadores por somas milionárias, suficientes para suprir o buraco e pagar aos investidores. Sem isso, ficará apenas a dívida, porque ninguém em sã consciência vai acreditar que Menin e seus companheiros decidam abrir mão dos milhões que investiram no Galo. Acreditar nisso é o mesmo que crer em mula sem cabeça e fantasmas.

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