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Empate com sabor de derrota

Empate com sabor de derrota

Batendo Bola

Sobre todos os aspectos, a “Massa do Galo” tem motivos de sobra para lamentar o empate de domingo, em 1 a 1, com o Santos, em plena Arena MRV. E não somente pelo resultado em si, mas principalmente pelo péssimo futebol apresentado pelo time, que não consegue se acertar em campo, mesmo tendo um elenco repleto de bons jogadores, mas que como equipe segue devendo uma boa apresentação já faz tempo. O Galo precisa acordar sim, e para ontem, sob pena de viver um drama sem fim nesta reta final de temporada. 

Comemoração antes da hora

E no jogo de domingo, na Arena MRV, contra o Santos, um tempero esquentou ainda mais o péssimo resultado. Nas arquibancadas, a Massa festejou a expulsão do zagueiro Zé Ivaldo, aos 9 minutos do segundo tempo, que deixou o Galo com um homem a mais em campo, como se fosse um gol, mas a verdade é que a expulsão tornou ainda pior o resultado, porque nem assim a equipe conseguiu vencer. 

Números que assustam

E os resultados dos últimos jogos do time, tendo como tempero a mais duas derrotas serem para o maior rival, o Cruzeiro (ambas por 2 a 0), colocam ainda mais lenha na fogueira, afinal são quatro derrotas e apenas um empate em cinco jogos, com oito gols sofridos e apenas um marcado.

Obrigação de vitória

E a sequência dos próximos compromissos do Galo, pela Copa Sul-Americana e pelo Brasileirão, pode determinar o tamanho da pressão que vai cair sobre a cabeça de todos na Cidade do Galo. Uma cobrança que, com certeza, não poupará a ninguém, da diretoria à comissão técnica, e nem mesmo as grandes estrelas do time ficarão de fora dessa vez. 

Passar pelo Bolivar no torneio continental nas duas próximas quarta-feitas – amanhã em La Paz, no Hernando Siles, e no dia 24 na Arena MRV – e pelo Botafogo, no fim de semana, no Rio de Janeiro, pelo Brasileirão, passa a ser obrigação, para não ver o caldo entornar de vez para os lados da Cidade do Galo

Perdendo o controle

E ao que parece, alguns torcedores do Galo já perderam o controle sobre suas ações, para a gente não dizer coisa pior. As cenas lamentáveis no fim da partida, no estacionamento da Arena MRV, com caso de importunação sexual para cima de uma adolescente, de 13 anos, filha do goleiro Everson, é de uma gravidade sem tamanho e merece uma ação forte e direta por parte da diretoria alvinegra. E urgente, sem deixar esfriar o assunto.

Recorrente

Medidas que já deviam ter sido tomadas há tempos. Ainda mais quando se sabe que fatos assim são recorrentes pelos lados do Atlético. Anos atrás foi o mascote do time, o Galo Doido, para cima da zagueira Vitória Calhau, hoje no Cruzeiro, que à época jogava pelo Atlético. Depois um dirigente sem noção, que num clássico contra o Cruzeiro, teve a infeliz iniciativa de mandar retirar as portas de vidro dos banheiros femininos do estádio, no setor visitante, levando constrangimento às torcedoras celestes.

Vice para ser festejado

As Cabulosas foram derrotas no domingo pelo Corinthians, por 1 a 0, na final do Brasileirão Feminino A1, mas têm sim todos os motivos para festejarem o vice, apesar de no Brasil o segundo colocado ser apenas o primeiro dos últimos. Perder para as “Brabas”, que há anos dominam o futebol feminino no Brasil, não é demérito para ninguém e são muitos os motivos para as cruzeirenses festejarem, mesmo com a derrota. E não somente pelo bom desempenho na final, mas principalmente por tudo que fizeram em todo o campeonato. 

E se tem mesmo um vice com sabor de campeão, este é o das Cabulosas no Brasileirão deste ano.

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

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